Bailarina de Vila Velha ganha título de beleza na Europa
Aos 34 anos, Joyce Ignácio venceu a categoria de votação popular do Miss Brasil Europa, realizado em Berlim, na Alemanha
A bailarina capixaba Joyce Ignácio, de 34 anos, conquistou a faixa de Miss Public no Miss Brasil Europa 2026, realizado no último dia 13 de setembro, em Berlim, na Alemanha.
A competição reúne candidatas brasileiras que moram na Europa, e Joyce conquistou a categoria de votação popular, que premia as misses com maior capacidade de engajamento e mobilização.
Natural de Vila Velha, a miss, que também é modelo e influenciadora, reside há nove anos em Cascais, Portugal, onde foi morar com a família após anos atuando como bailarina e instrutora de dança no Brasil.
“Eu cheguei a Portugal sem conhecer ninguém da área da dança e corri atrás de pessoas para saber como conseguir espaço em castings (processos de seleção). Eu me inscrevi e fui selecionada para trabalhar com bandas grandes daqui, como a Função Públika e a Orquestra Graffiti”, relembrou.
Foi apenas no ano passado que o mundo das passarelas chegou para Joyce, após ser abordada por uma diretora de agência em uma de suas apresentações.
Em maio deste ano, ela participou da primeira competição internacional e saiu coroada Miss Young Lady Star Universe. “Foi uma preparação de três meses, e era um universo novo para mim. Para minha surpresa, fiquei em segundo lugar, recebendo o título de Young Lady”, afirmou a capixaba.
O bom resultado no concurso rendeu um convite para o Miss Brasil Europa, que existe há quase uma década. O título de Miss Public contou com votação pelo Instagram e participação de milhares de pessoas. A capixaba venceu com 389 votos de nove países europeus.
“Fiquei muito feliz com a conquista, que não é só minha, mas de todo o público que me acolheu e me aceitou como representante”, comemorou.
Os próximos planos da capixaba incluem uma temporada no Estado, onde também é musa da escola de samba Rosas de Ouro, e a construção de um espaço para ensino de balé e preparação para modelos em Vila Velha.
Ex-aluna do projeto Balé Dança e Vida, em uma escola pública de Vila Garrido, Joyce agora quer retribuir o conhecimento oferecendo novas oportunidades a outras crianças.
“O objetivo do projeto é dar às crianças da minha comunidade, onde eu floresci, a oportunidade que me foi dada pela professora Maria Ângela, de balé clássico”, revelou.
“Comecei em um projeto social”
A Tribuna: Como começou a sua trajetória na dança e de que maneira ocorreu a ida para Portugal?
Joyce Ignácio: Eu participei do projeto social Balé Dança e Vida, em uma escola pública de Vila Garrido, onde me formei em balé clássico. Depois, passei a atuar como bailarina e instrutora de zumba. Minha família veio para Portugal e, como eu não encontrava muitas oportunidades no Brasil, decidi vir também, em 2018. Como não tinha vínculo com o mundo artístico aqui, decidi procurar pessoas que poderiam me ajudar a entrar em processos de seleção. Eu me inscrevi em alguns e fui aprovada, tendo trabalhado com várias bandas e artistas daqui.
E de que forma aconteceu a sua transição do balé para as passarelas?
Em 2025, uma diretora de agência de modelos me abordou em uma das minhas apresentações e elogiou minha postura e beleza. Eu fui aclamada como Miss Top Model Internacional e convidada para concorrer no Miss Star Universe, em maio deste ano, quando fiquei em segundo lugar, conquistando o título de Miss Young Lady.
Como você avalia as diferenças entre o trabalho na dança e o de miss?
A transição de bailarina para modelo pode ser muito vantajosa, porque você não começa do zero. Na verdade, você leva para a moda uma formação corporal e artística que já foi construída durante anos: consciência corporal, postura e elegância, presença de palco, controle dos movimentos, musicalidade e ritmo, disciplina e preparação e diferencial artístico. Tudo isso é superimportante em uma miss e, como bailarina, me dá alguns pontos de vantagem. São menos alguns anos de preparo.
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