Pássaros silvestres comercializados ilegalmente são apreendidos na Feira de Aribiri
Além do comércio ilegal, a polícia identificou, durante a ação, que algumas aves eram transportadas dentro de caixas de leite e de suco
Quinze pássaros silvestres foram apreendidos na Feira de Aribiri, em Vila Velha, na manhã deste domingo (18). A apreensão aconteceu durante uma operação realizada pela Polícia Civil, em parceria com a Guarda Municipal da cidade, com o objetivo de combater a comercialização ilegal de animais silvestres.
Segundo o chefe da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), delegado Marcelo Nolasco, a comercialização irregular de aves na Feira de Aribiri é uma prática antiga.
"Temos uma demanda histórica relacionada à comercialização ilegal de pássaros na Feira de Aribiri e estamos intensificando a fiscalização para coibir essa prática de forma permanente", afirmou.
Além do comércio ilegal desses animais, a polícia identificou, durante a ação, que algumas aves eram transportadas em condições inadequadas, inclusive dentro de caixas de leite e de suco.
"A pessoa vem comprar as aves na feira e coloca os animais dentro dessas caixas. Isso é maus-tratos, além do crime ambiental de captura. Temos muitos pássaros e muitas gaiolas nessa situação”, explicou o delegado.
Entre os 15 pássaros apreendidos, estão:
- Quatro trinca-ferros
- Seis coleirinhos
- Cinco canários-da-terra
O delegado Marcelo Nolasco afirmou, ainda, que na Feira de Aribiri há um paredão onde são colocadas diversas gaiolas, reunindo dezenas de pessoas, entre vendedores, compradores e curiosos.
Segundo ele, todos os homens presentes no local foram qualificados para que a Polícia Civil possa realizar levantamentos e apurar possíveis suspeitas de envolvimento com o comércio ilegal de aves silvestres.
“Ali ficam 10, 15, 20 homens aglomerados em frente ao paredão. Tem dono de pássaro vendendo, gente indo comprar e também pessoas só olhando”, explicou o delegado.
Durante a operação, a polícia também identificou um homem, de 33 anos, com uma gaiola com dois canários-da-terra. Segundo a corporação, ele responderá a um Termo Circunstanciado (TC), com base no Artigo 29 da Lei nº 9.605/1998, que trata dos crimes contra a fauna silvestre. O homem foi liberado após assumir o compromisso de comparecer em juízo quando solicitado.
Os 15 pássaros apreendidos serão encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão também deverá avaliar as medidas administrativas cabíveis em relação aos animais.
Gaiola com 18 canários-belgas
Além dos 15 pássaros silvestres apreendidos, a fiscalização identificou ainda uma gaiola com cerca de 18 canários-belgas mantidos em condições inadequadas de higiene e confinamento. O responsável pela gaiola, no entanto, não foi identificado.
"Embora essa espécie não seja considerada silvestre, as condições observadas podem configurar maus-tratos. Os canários-belgas permanecem apreendidos e sob os cuidados da delegacia, enquanto avaliamos qual será a destinação adequada e qual órgão poderá recebê-los", contou o delegado Marcelo Nolasco.
O delegado ressaltou que a comercialização de pássaros silvestres deve obedecer às exigências legais, incluindo a comprovação da origem e a identificação adequada dos animais.
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