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Pneumonia silenciosa
Doutor João Responde

Pneumonia silenciosa

Pneumonia é um tipo de inflamação que afeta os pulmões, geralmente relacionada a uma infecção. De modo geral, o quadro começa com alguma gripe que não é bem tratada, fazendo com que a imunidade do paciente diminua.

Sem as defesas do organismo para proteger o pulmão, diferentes tipos de germes se infiltram nos alvéolos e desencadeiam o processo inflamatório.

Existem vários tipos de pneumonia que afetam o corpo, como a pneumonia bacteriana, tipo mais comum, sendo causada por bactérias que estão naturalmente presentes em outras partes do organismo; pneumonia nosocomial, que acontece com pacientes em UTI, respirando com ajuda de aparelhos; pneumonia aspirativa, produzida pela inalação de produtos tóxicos, como a fumaça e os odores de certas substâncias químicas; pneumonia viral, provocada pela presença de vírus nos alvéolos pulmonares.

No caso particular da infecção respiratória produzida pelo coronavírus, os efeitos colaterais gerados pelo sistema imunológico danificam os pulmões. Como o trato respiratório permite que o ar chegue aos mais profundos recessos do corpo, os pulmões são fortemente defendidos. Diante de uma infecção, a árvore respiratória se transforma em um campo de batalha entre os invasores e o sistema imunológico.

Pacientes com sintomas graves e que necessitam ser intubados, encontram-se em choque, mentalmente alterados e apresentam profundas dificuldades respiratórias. A queda nos níveis de oxigênio leva à perda da consciência e a impossibilidade do indivíduo de respirar por conta própria.

Entretanto, os casos de hipóxia que surgem na Covid-19 são muito diferentes. A maioria dos pacientes tem níveis de oxigênio baixos e, apesar disso, mostram-se conscientes e respirando sem dificuldade.

O coronavírus ataca as substâncias que diminuem a tensão superficial nas células pulmonares, que são responsáveis por manter os alvéolos abertos durante a respiração, provocando colapso e reduzindo os níveis de oxigênio. Mesmo assim, os pulmões não se tornam rígidos e não desenvolvem fluidos, o que lhes permite expelir o dióxido de carbono.

Sem o acúmulo de gás carbônico, pacientes não sentem falta de ar, tornando a hipóxia silenciosa. Eles compensam a queda de oxigênio no sangue respirando mais rápida e profunda e automaticamente, sem que seja percebido.

Posteriormente, surge uma segunda fase que eleva as chances de morte. Neste momento, os pulmões se enchem de líquidos e aumentam sua rigidez, elevando a taxa de dióxido de carbono, evoluindo para insuficiência respiratória.

Quando acaba o oxigênio, a chama da vela começa a tremer, com medo da escuridão.
 

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