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Redação A Tribuna

Crise climática é o maior risco global

| 05/02/2022, 12:10 12:10 h | Atualizado em 05/02/2022, 12:11

Os riscos climáticos se tornaram as principais preocupações globais, à medida que o mundo entra no terceiro ano da pandemia de coronavírus, de acordo com o Fórum Econômico Mundial (WEF, sigla em inglês).

O Relatório de Riscos Globais 2022 do WEF, divulgado em janeiro deste ano, descobriu que, além da crise climática, os principais riscos globais de longo prazo incluem divisões sociais crescentes, riscos de segurança cibernética elevados e recuperação desigual à medida que a pandemia persiste no mundo. 

A maioria dos especialistas acredita que uma recuperação econômica global será volátil e desigual nos próximos três anos.

A crise climática continua sendo a maior ameaça de longo prazo enfrentada pela humanidade, como reforça o próprio documento, que apresenta uma pesquisa na qual os entrevistados foram solicitados a abordar como perceberam vários riscos socioambientais nos últimos dois anos. 

Eles classificaram a falha na ação climática como a ameaça número um, de longo prazo, para o mundo; e o risco que podem ter os impactos mais graves na próxima década, de acordo com o relatório. 

O relatório ressalta que, à medida que governos e empresas sofrem pressão para impedir consequências catastróficas, a resultante “transição climática desordenada” vai separar países e bifurcar sociedades, criando barreiras à cooperação. 

Outro ponto em destaque no relatório é a natureza insuficiente dos compromissos atuais, com as metas climáticas e as complexidades associadas às atualizações tecnológicas necessárias, observando que atingir uma meta de emissão líquida zero até 2050 será acompanhada por uma desordem global. 

Sobre a transição climática, portanto, cabe às autoridades e líderes corporativos considerar as implicações sociais ou exacerbar as desigualdades existentes, como sugere o documento. 

O documento termina refletindo sobre o segundo ano da pandemia de coronavírus, aproveitando o conhecimento da rede de especialistas da organização para oferecer sugestões práticas para fortalecer a resiliência nas organizações.

Dois fatores críticos para o gerenciamento eficaz da pandemia foram: a prontidão dos governos para ajustar as estratégias de resposta em um ambiente em mudança e a capacidade de manter a confiança da sociedade por meio de uma comunicação eficaz. 

O relatório sugere que, no futuro, os governos galvanizem uma interação mais forte entre os setores público e privado, equilibrando custos, regulando a resiliência e ajustando os mecanismos de compartilhamento de dados. As empresas, por sua vez, devem aproveitar as oportunidades de planejamento nas cadeias de suprimentos, códigos de conduta e resiliência da força de trabalho.

O alcance desses objetivos impõe imensos desafios, mas é fundamental que se criem condições que promovam colaboração dentro das sociedades, inclusive entre nações, para garantir uma recuperação global mais socialmente justa e acelerada. 

ANDRÉ ROCHA é engenheiro ambiental

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