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Colunista

Leitores do Jornal A Tribuna

A importância da gestão do planejamento das cidades

Confira a coluna desta quarta-feira (02)

Erthevio Monteiro Nunes Júnior | 02/04/2025, 10:47 h | Atualizado em 02/04/2025, 10:47

Imagem ilustrativa da imagem A importância da gestão do planejamento das cidades
Erthevio Monteiro Nunes Júnior é administrador, consultor estratégico e vice-presidente do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES)

Na administração pública, a gestão eficiente não se limita ao cumprimento das obrigações legais, como a elaboração do Plano Plurianual (PPA) e da Lei Orçamentária Anual (LOA). Esses instrumentos, apesar de essenciais, têm um viés predominantemente financeiro e, muitas vezes, não garantem uma visão estratégica para o futuro dos municípios.

É aqui que entra o Planejamento Estratégico, uma ferramenta fundamental para transformar a gestão municipal e criar impactos duradouros na vida da população.

De forma simples e objetiva, o planejamento estratégico é definir onde se quer chegar e como fazer isso, alinhando objetivos, recursos e ações para construir o futuro desejado. Como afirma Peter Drucker, um dos principais estudiosos do tema, “planejar não é prever o futuro, mas sim construir um futuro desejado”.

Nas cidades, isso significa ir além da gestão financeira e pensar estrategicamente em educação, saúde, infraestrutura, mobilidade urbana, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Sem um planejamento estruturado, os prefeitos correm o risco de apenas reagir a problemas emergenciais, sem construir uma trajetória sólida para o crescimento sustentável.

A legislação obriga os municípios a elaborarem o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), mas ambos têm um caráter predominantemente fiscal. O que falta? Uma estratégia clara que direcione investimentos e ações para alcançar objetivos de longo prazo. Por exemplo, um município pode ter orçamento para educação, mas sem um planejamento estratégico, os recursos podem ser mal distribuídos, sem impacto real na qualidade do ensino. Da mesma forma, os investimentos em infraestrutura podem ser feitos sem conexão com um plano de mobilidade urbana sustentável.

A adoção do Planejamento Estratégico na gestão municipal traz benefícios concretos, como a melhoria na qualidade do gasto público, evitando, assim, desperdícios e retrabalho, aumentando a transparência e credibilidade, e permitindo que prefeitos deixem um legado. Para que um município tenha um plano de ação eficiente, algumas etapas são fundamentais: diagnóstico, definição de prioridades como: formulação do Plano Estratégico, desdobramento e comunicação para todos da organização, definição de indicadores e suas metas, e execução e monitoramento.

Um exemplo prático: se a meta do município é reduzir o desemprego, o planejamento estratégico deve conectar políticas de educação profissional, incentivos fiscais para atrair empresas e melhoria da infraestrutura urbana para criar um ambiente favorável ao crescimento econômico.

A grande reflexão para os prefeitos é: “Sua cidade está sendo administrada com um plano estratégico ou apenas reagindo aos desafios do dia a dia?” Aqueles que adotam um planejamento estruturado garantem uma gestão mais eficiente e também constroem um legado para a população.

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