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PLENÁRIO

Algumas contas de partidos e candidatos não fecharam em 2026

A coluna ouviu integrantes de partidos que observaram que não performaram bem nas urnas neste ano

Eduardo Maia | | Atualizado em
PLENÁRIO

Eduardo Maia


          Imagem ilustrativa da imagem Algumas contas de partidos e candidatos não fecharam em 2026
Plenário da Câmara Federal: Espírito Santo tem 10 deputados federais |  Foto: Divulgação

Antes da abertura das urnas, no fim da tarde do último dia 4, a expectativa de vários partidos e candidatos era de um desempenho melhor do que o que de fato tiveram.

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Havia partidos que calculavam eleger dois deputados federais, mas acabaram com apenas um (PSB e Podemos, por exemplo), além de candidatos que esperavam milhares de votos a mais do que receberam ao fim do pleito.

A coluna ouviu fontes ligadas a alguns desses partidos e os próprios nomes que foram às urnas.

A maioria deles, geralmente ligados à direita, “coloca a culpa” no desempenho, considerado surpreendente, de Lucas Polese (PL), que obteve quase 420 mil votos. Em 2º lugar, nomes ligados à esquerda citaram a votação de Jack Rocha (PT), reeleita com 142 mil votos.

Outro fator, desta vez apontado como determinante por cientistas políticos, é que alguns candidatos, independentemente da polarização, simplesmente já não têm a mesma votação que tiveram em outras ocasiões.

O que pode explicar?

Há diversos motivos que explicam a perda da chamada capilaridade política de um candidato de uma eleição para outra.

Leia Mais: Coincidências sobre novos apoios a Pazolini

Alguns exemplos observados no pleito deste ano são a troca de partido por uma sigla que desagradou parte do eleitorado; o afastamento prolongado da política, que acaba fazendo com que o eleitor “esqueça” aquele nome; e a perda de apoios políticos que antes eram considerados primordiais, mas que não se repetiram nesta disputa.

Ligaram sinal de alerta

A disputa entre integrantes de um mesmo partido por uma vaga na Assembleia também foi intensa. Alguns dos novatos eleitos, por exemplo, terminaram à frente de correligionários que já exerciam mandato, sobretudo aqueles que têm forte presença nas redes sociais.

A situação não chega a ser motivo de preocupação imediata, mas acende um sinal de alerta para os próximos pleitos, quando a disputa interna por espaço e votos pode voltar a se intensificar.

Escolheu aumentar tom

Candidato a governador Ricardo Ferraço (MDB) tem usado termos mais incisivos contra seu adversário de urna, Lorenzo Pazolini (Rep).

Em vídeo recente, afirma que essa eleição é decisiva para o futuro do Estado.

“É a eleição do certo contra incerteza, da experiência contra aposta no escuro, da capacidade contra imaturidade, do respeito contra a falta de respeito. É hora de comparar entre o time que fez nosso Estado avançar contra o risco de andar para trás”.

Candidato esclareceu

Lorenzo Pazolini, ontem, publicou um vídeo afirmando que não vai paralisar nenhuma obra, independentemente de terem sido iniciadas pela gestão atual.

“Chegamos até aqui mostrando trabalho e levando esperança. Quero reforçar compromisso que obra que começou será terminada, é minha palavra. Estão fazendo terrorismo eleitoral. Obra não tem partido, mas o povo que precisa dela. É assim que vou governar, vamos iniciar um novo tempo de paz”, apontou.

Boa aceitação ao nome do vereador, mas...

Após meses de discussões paradas, a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória começa a ganhar novos contornos. Na última semana, a prefeita Cris Samorini (PP), sucessora de Pazolini (Rep), se reuniu com um pequeno grupo de vereadores.

Na conversa, disse estar aberta ao diálogo e demonstrou simpatia pelo nome de Dalto Neves (Solidariedade).

Segundo a coluna apurou, porém, também manifestou preocupação com a composição da Mesa, sinalizando que o Executivo deve tentar garantir espaço para nomes de seu grupo. A ver.

Mais apoio na lista

Antônio Perovano, Tenório Merlo e Ademar Rocha, lideranças do Democratas, estiveram com o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e reafirmaram apoio a Lorenzo Pazolini (Rep) no segundo turno. Foi o primeiro partido a estar com o republicano no 1º turno.

O partido Novo, ontem, também se posicionou a favor do ex-prefeito de Vitória.

Foi por pouco...

O Podemos elegeu quatro deputados estaduais: Franco Fiorot, Delegado Leandro Sperandio, Alexandre Xambinho e Fabrício Gandini.

Atual deputado estadual Allan Ferreira (Pode) esteve próximo de uma reeleição, ficando menos de mil votos atrás de Gandini.

Acabou com a 1ª suplência.

Já estão se preparando

O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) deu início à preparação das urnas eletrônicas que serão usadas no segundo turno das.

O trabalho vai até o próximo sábado e acontece ao mesmo tempo em todas as zonas eleitorais do Estado.

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.