Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
tempo 26°C VITÓRIA
User Login
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

NUTRIDICAS

Estamos comendo plástico sem perceber?

Tudo o que você precisa saber para uma alimentação saudável no dia a dia

Gabriela Rebello | | Atualizado em
Nutridicas, por Gabriela Rebello

Gabriela Rebello

Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.


          Imagem ilustrativa da imagem Estamos comendo plástico sem perceber?
Gabriela Rebello é nutricionista. |  Foto: Divulgação

Você já imaginou que o plástico que jogamos fora pode estar voltando para o nosso prato? Parece cena de filme, mas não é. Pequenos fragmentos de plástico já foram encontrados na água, em alimentos e até no organismo humano. E o mais curioso é que podemos estar ingerindo essas partículas sem perceber. Mas será que precisamos começar a ter medo de tudo o que comemos?

Primeiro, vale entender o que são os microplásticos. São partículas minúsculas que podem surgir da fragmentação de embalagens, sacolas, garrafas, roupas sintéticas e outros materiais. Com o tempo, parte delas chega aos rios, oceanos e até à cadeia alimentar.

Uma pesquisa brasileira divulgada em 2026 chamou atenção para os mexilhões, animais que filtram a água para se alimentar e, nesse processo, podem acumular microplásticos. Isso significa que partículas presentes no ambiente podem chegar ao nosso prato por meio dos frutos do mar.

E aqui vem uma informação que surpreende: o problema não está apenas nos alimentos que vêm do oceano. A exposição também pode acontecer pela água que bebemos, pelo ar que respiramos e pelo contato dos alimentos com determinados materiais plásticos.

Pense naquela marmita aquecida todos os dias, no recipiente plástico já desgastado ou na garrafa esquecida dentro do carro sob o sol. Dependendo do material e das condições de uso, calor e desgaste podem favorecer a liberação de partículas e outras substâncias.

Mas atenção: encontrar microplásticos no organismo não significa, automaticamente, que eles estejam causando uma doença. Pesquisadores investigam possíveis relações com inflamação, alterações celulares e outros efeitos sobre a saúde. Ainda faltam respostas importantes sobre as quantidades capazes de provocar danos e os riscos reais da exposição cotidiana.

Por isso, abandonar peixes, frutos do mar ou alimentos nutritivos por medo do plástico não é uma solução recomendada.

Esses alimentos continuam oferecendo nutrientes importantes, e não há motivo para transformar a alimentação em uma coleção de proibições.

O que podemos fazer, então? Comece pelas escolhas mais simples. Evite aquecer alimentos em recipientes plásticos, principalmente quando estiverem danificados ou não forem próprios para essa finalidade.

Para guardar e aquecer refeições, vidro e cerâmica são alternativas práticas. Também vale reduzir o uso de descartáveis e evitar deixar garrafas plásticas expostas ao calor intenso.

E não precisamos trocar tudo dentro de casa amanhã. Pequenas mudanças, repetidas diariamente, já ajudam a diminuir situações desnecessárias de contato com o plástico.

Existe ainda uma questão maior: reduzir o descarte inadequado e a poluição é tão importante quanto cuidar do que acontece dentro da nossa cozinha.

Afinal, o plástico não desaparece simplesmente quando vai para o lixo. Parte dele pode continuar circulando no ambiente por muito tempo. Antes de sentir medo do que está no seu prato, observe como você armazena, aquece e descarta os materiais que utiliza.

Talvez a pergunta não seja apenas quanto plástico estamos consumindo, mas quanto plástico estamos colocando no mundo para depois encontrá-lo de volta.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Nutridicas, por Gabriela Rebello

Nutridicas, por Gabriela Rebello

Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.

ACESSAR Mais sobre o autor
Nutridicas, por Gabriela Rebello

Nutridicas,por Gabriela Rebello

Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.

Nutridicas, por Gabriela Rebello

Gabriela Rebello

Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.

PÁGINA DO AUTOR

Nutridicas

Saúde não é moda, é construção diária. Nesta coluna semanal, você vai entender como alimentação, comportamento, emoções e estilo de vida impactam seu corpo e sua mente. Reflexões práticas, ciência aplicada e estratégias reais para viver com mais equilíbrio, energia e consciência.