Dia do Professor: Amor por ensinar que atravessa gerações
Histórias de vida de educadores mostram como a paixão pelas salas de aula se transformou em herança de família
O Dia do Professor é comemorado em todo o país neste dia 15 de outubro. A profissão que inspira pessoas de todas as idades, e que dá origem a todas as outras, tem nesta data um momento de celebração, reflexão e também homenagem.
A arte de ensinar vai além de um trabalho, é uma vocação para milhares de pessoas em todo o Brasil. Mas para outros, ser professor vai além, atravessa gerações e vira até herança oficial e familiar.
Uma dessas histórias deu origem à Escola Monteiro, na Enseada do Suá, em Vitória. O centro educacional foi criado por Ana Rita Costa Gomes e, hoje, quem dirige tudo por lá é o filho, Eduardo. Leonardo, outro filho da fundadora, gerencia a creche Uirandê, também atuando na área.
“Minha mãe foi uma das minhas grandes influências, não só ela, como também meu pai, Marco Aurélio Gomes, que foi professor de Engenharia do Instituto Federal do Espírito Santo de Vitória (Ifes). Eles sempre incutiram em mim a curiosidade”, contou Leonardo.
Formado em Oceanografia, Eduardo deu aula por quatro anos na Escola Monteiro e depois assumiu a direção. Ele também conheceu a esposa, Kelly Carrareto, no ambiente escolar. Ela ainda é professora do quinto ano do fundamental e segue no magistério.
“A educação sempre me atingiu de todas as formas. Hoje, eu quero permitir que os professores tenham o melhor ambiente de trabalho possível. Porque foram eles que me inspiraram, junto da minha família e da minha mãe, que é minha grande referência, a dar o melhor de mim a cada dia”, afirmou o diretor.
Ana Rita Costa Gomes, fundadora da Escola Monteiro e psicóloga de formação, deu origem ao centro educacional em 1968, onde trabalhou até a pandemia, em 2020. Ela iniciou com o ensino infantil e estendeu a educação até o ensino médio, sempre trabalhando habilidades dos alunos.
“A escola não é um prédio bonito, não é um método fantástico. Ensinar se faz com pessoas, e com foco nos professores, as figuras mais importantes do ambiente escolar. As novas gerações precisam entender a importância dessa profissão para a sociedade”, afirmou Ana Rita.
A fundadora da Escola Monteiro destaca ainda o impacto que o professor tem na formação pessoal de crianças e adolescentes.
“Não estamos só educando profissionais, estamos formando pessoas, e isso é o mais importante. As crianças podem se esquecer do conteúdo que estudaram, mas jamais vão se esquecer do relacionamento com os professores, das palavras de incentivo e dos gestos que tocam no coração”, destacou.
Ensinar em família
Rosiane Monecchi, de 62 anos, é professora do ensino infantil e a vocação segue firme na família.
A filha, Larissa Monecchi Marques Bazileu, de 38 anos, também se tornou professora e hoje atende crianças que necessitam de apoio pedagógico especial, na mesma escola onde a mãe leciona: a Emef Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, em Jardim Camburi, Vitória.
Rosiane conta que, além do orgulho profissional, vive a alegria diária de ter a neta Alice, de 7 anos, estudando na mesma unidade.
“É uma alegria estar em família dentro e fora da sala de aula. Ensinar está no sangue”, comemora Rosiane.
Despertar da curiosidade
Marcela Bourguignon é professora do curso de Gastronomia na Universidade de Vila Velha (UVV) e seguiu os passos da mãe, Denise Bourguignon, médica e docente na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam).
Ela diz que a grande inspiração profissional veio de casa: “Minha mãe sempre me mostrou a beleza que é despertar nos alunos a curiosidade, a dedicação e a vontade sincera de ser melhor a cada dia”.
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