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Internacional

Em reação a Trump, Europa discute medidas e quer acelerar acordo com Mercosul

Uma reunião dos países-membros está marcada para sexta-feira (3) para discutir a sobretaxa linear de 20% sobre os produtos europeus


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Imagem ilustrativa da imagem Em reação a Trump, Europa discute medidas e quer acelerar acordo com Mercosul
|  Foto: © Divulgação/Canva

A Europa amanheceu nesta quinta-feira (3) com palavras de ordem contra as tarifas de Donald Trump, mas o pacote de medidas para retaliar a ofensiva comercial do presidente americano ainda está em discussão em Bruxelas. Uma reunião dos países-membros está marcada para sexta-feira (3) para discutir a sobretaxa linear de 20% sobre os produtos europeus. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, optou por um discurso político, em que critica Trump e afirma que a "economia mundial sofrerá severamente".

"As consequências serão terríveis para milhões de pessoas em todo o mundo. Também para os países mais vulneráveis, que agora estão sujeitos a algumas das tarifas mais altas dos EUA. É o oposto do que queremos alcançar", disse Von der Leyen em pronunciamento.

"As tarifas também prejudicam consumidores em todo o mundo. Isso será sentido imediatamente. Milhões de cidadãos enfrentarão contas de supermercado mais altas. Os medicamentos custarão mais caro, assim como o transporte. A inflação aumentará."

"Já estamos finalizando um primeiro pacote de contramedidas em resposta às tarifas sobre o aço. E agora estamos nos preparando para outras contramedidas, para proteger nossos interesses e nossas empresas caso as negociações fracassem", declarou.

A sobretaxa sobre aço e alumínio já está em vigor há semanas e será respondida com um pacote de tarifas sobre produtos americanos que pode alcançar € 26 bilhões (R$ 157,3 bilhões). O bloco também foi impactado com uma tarifa de 25% sobre a exportação de automóveis, que entrou em vigor nesta quinta-feira (3).

"Também estaremos observando atentamente os efeitos indiretos que essas tarifas podem ter, pois não podemos absorver o excesso de capacidade global nem aceitaremos o dumping em nosso mercado", alertou Von der Leyen, destacando um dos muitos efeitos colaterais esperados pelo mercado diante da estratégia do presidente americano.

Porta-voz do governo francês usou tons duros contra Trump, afirmando que o empresário estava assumindo uma "atitude imperial" e se sentindo o "senhor do universo". O primeiro-ministro, François Bayrou, descreveu como catástrofe a decisão americana. Pedro Sánchez, da Espanha, expressou preocupação com as empresas do país e prometeu uma rede de proteção aos negócios.

Robert Habeck, ministro da Economia alemão, declarou que o bloco precisa de união neste momento. O país é o maior exportador do continente. Olaf Scholz, primeiro-ministro do país, lamentou a decisão de Trump "fundamentalmente errada".

Em entrevista ao Financial Times, Giorgia Meloni declarou que a "UE não deveria ser infantil" em sua reação. A premiê italiana se coloca como interlocutora do presidente americano, apesar de o bloco não lhe conferir tal status. Após o anúncio de Trump, declarou, porém, que as sobretaxas eram um erro e que era preciso evitar uma guerra comercial.

António Costa, presidente do Conselho Europeu, pediu aceleração dos acordos comerciais já fechados ou em negociação que o bloco tem com outros países. Citou o tratado UE-Mercosul assinado no fim do ano passado, no Uruguai, objeto de controvérsia nos dois continentes, e o que parece próximo de ser concluído com a Índia.

Von der Leyen, no começo da semana, em discurso no Parlamento Europeu, afirmou que a UE tinha "muitas cartas" na mão e um "plano sólido" para reagir ao aguardado tarifaço do presidente americano.

Entre as medidas em estudo está a Lei de Mercados Digitais (DMA), que entrou em vigor em 2022 e tem como objetivo garantir que as maiores empresas de tecnologia não inviabilizem rivais menores. Em tese, o bloco poderia multar Apple e Meta, proprietária do Facebook, nos próximos dias por supostamente violar suas regras.

Bruxelas tem ainda outras opções de revide: restringir atuação de bancos americanos em negócios na Europa, impedir que empresas do país participem de licitações de contratos do governo europeu e até limitar direitos de propriedade intelectual.

O setor de serviços é um dos poucos em que os EUA têm superávit comercial, € 110 bilhões (R$ 664 bilhões), segundo dados da UE.

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