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Esportes

João Fonseca cede virada a De Minaur e encerra grande campanha no Masters 1000 de Miami


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João Fonseca está eliminado do Masters de Miami. A grande campanha na competição a nível ATP 1000 chegou ao fim nesta segunda-feira após batalha de mais de duas horas diante do australiano Alex De Minaur, que aproveitou a queda física do brasileiro para buscar a virada por 2 sets a 1, parciais de 5/7, 7/5 e 6/3 em jogo arquibancadas efervescentes em verde e amarelo.

O adversário do australiano nesta terça-feira será Matteo Berrettini, cabeça de chave 29, que passou pelo surpreendente belga Zizou Bergs, algoz do russo Andrey Rublev na segunda rodada, com duplo 6/4. Depois de enfileirar competições, João Fonseca agora terá alguns dias para descansar após iniciar a temporada ainda em dezembro.

O brasileiro não disputará torneios de menor significância na próxima semana e vai definir com sua equipe quando começará a gira de saibro. Há torneios a partir de 6 de abril, caso do Masters de Montecarlo, na França, ou na semana seguinte, os ATPs de Munique e Barcelona.

João Fonseca entrou em quadra empolgado pela grande apresentação na revanche com o francês Ugo Humbert, de quem havia perdido na Copa Davis e teve uma de suas melhores apresentações diante de um Top 20 (20° do mundo e cabeça 19 em Miami) na rodada passada. Em seus resultados mais expressivos ainda tem a vitória sobre o russo Andrey Rublev, nono do ranking, no Aberto da Austrália.

Novamente na quadra principal do Hard Rock Stadium - o brasileiro fez todos os jogos no estádio do Masters de Miami -, neutralizar o serviço do australiano e investir no saque eram as armas por vaga nas oitavas. Ele ainda tinha a força da torcida como um diferencial. O primeiro ponto do tenista verde e amarelo mostrou que ele teria apoio de time de futebol, com muita gritaria.

A agressividade nos golpes do brasileiro rapidamente levantou a torcida, sob gritos de “Joãoooo, Fonseca, Joãoooo, Fonseca.” Mas a imposição nos serviços não era a mesma quando o saque era do australiano, soberano nos primeiros pontos sem ser ameaçado.

Com 5 a 4 contra, o brasileiro tinha sua primeira “pressão” em serviço no set inicial. E tirou de letra, com subida à rede e passada para empatar após erro no lobby do australiano. Com enorme vibração e golpes potentes, o brasileiro colocou o oponente para correr e abriu um triplo game point - até então o jogo não tinha nenhuma chance de quebra. De Minaur mandou para fora e pela primeira vez no jogo, vantagem ao brasileiro, em 6 a 5. Fechou em 7 a 5 no saque.

O brasileiro iniciou o segundo set empolgado, mas um tanto desconcentrado e após não conseguir pontuar em game equilibrado, teve o serviço quebrado pela primeira vez a seguir, ficando em desvantagem de 2 a 0, depois 3 a 0. A torcida começou a incentivar com “força, João.”

E deu certo. Depois de confirmar o serviço, o brasileiro devolveu a quebra em game no qual a arbitragem teve de pedir silêncio à torcida brasileira por três vezes. No saque, veio a igualdade.

O clima adverso das arquibancadas começou a irritar não apenas De Minaur, mas também o árbitro de cadeira, que seguidas vezes pedia respeito e calma ao público torcendo pelo brasileiro. “Estamos em uma partida, favor não atrapalhar o serviço”, foi o primeiro pedido mais direto. Antes do fim do sétimo game, nova bronca, com o tom ainda maior.

João Fonseca teve novo break, mas não aproveitou. Ficou sem o tênis do pé esquerdo, enquanto De Minaur foi cobrar o árbitro por causa do “desrespeito” da torcida quando sacava. A provocação acabou mexendo com o brio do australiano, que devolveu o 7 a 5, levando a definição ao terceiro set.

O brasileiro iniciou a parcial decisiva sem se intimidar, com quebra e logo abrindo 2 a 0. Mas o cansaço se tornou adversário a mais e os erros não forçados começaram a aparecer. Seu córner pediu “força embaixo” (mais movimentação das pernas) e a torcida sugeriu “raça, garoto”. Mas De Minaur cresceu e buscou o 2 a 2.

Sem a mesma intensidade dos sets anteriores, João Fonseca começou a sofrer para alcançar os fortes golpes do 10° do mundo, que voltou a quebrar para abrir importantes 4 a 2. Até a torcida brasileira diminuiu seu entusiasmo. Já sem reação, se despediu com derrota por 6 a 3.

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