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Colunista

Leitores do Jornal A Tribuna

Evoluir, sem perder as raízes

Confira a coluna desta terça-feira (18)

Cléber Guerra | 18/02/2025, 14:03 h | Atualizado em 18/02/2025, 14:03

Imagem ilustrativa da imagem Evoluir, sem perder as raízes
Cléber Guerra é engenheiro agrônomo |  Foto: Acervo pessoal

O artigo “A Revolução Silenciosa no Campo”, do jornalista Bruno Faustino, em A Tribuna, do dia 18/01/2025, veio sugerir uma boa reflexão sobre a evolução do mundo rural capixaba, ao enaltecer a importância da capacitação dos agricultores e destacar o êxito da missão do Senar, que é formação profissional do meio rural.

Como militante na Extensão Rural capixaba, há 51 anos, posso testemunhar a contribuição do Senar ao setor agropecuário, sobretudo nos novos conceitos de empreendedorismo e gestão. Entretanto, creio ser oportuno também ampliar o conhecimento da linha do tempo desses serviços de apoio ao homem do campo, até para valorizar as diversas parcerias. Esse texto, portanto, não faz nenhum reparo, apenas um complemento.

Como o Senar foi criado em 1991, esse artigo nos sugere que a chamada “revolução silenciosa do campo” tem sua origem mais atrás, precisamente na fundação, em 1948, da Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar-MG).

A partir do pioneirismo mineiro, quase todos os estados criaram suas respectivas “Acar”, tendo o serviço de extensão rural chegado ao Espírito Santo, em 1956, com a fundação da Associação de Credito e Assistência Rural do Espírito Santo (Acares). Já em 1975, essa entidade da sociedade civil foi transformada na Empresa Pública (Emater-ES). Na sequência, em 1999 incorporou a ex-Emcapa (Pesquisa Agropecuária) e, no ano seguinte, 2000, foi transformada no atual Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Naquela época, as visitas às propriedades eram feitas, num Jeep Willys, verde, por um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola com uma economista doméstica (ED). Enquanto o técnico orientava o agricultor nas suas lavouras e criações, a ED permanecia na casa da família, tratando de saúde, alimentação, higiene, bem como dedicando ao trabalho com a juventude rural, nas atividades dos clubes.

No curso dessa história, em 1968, o Padre Humberto Pietrogrande, fundou o Movimento de Educação Promocional do Estado (Mepes), criando a Escola Família Agrícola (EFA), com adoção da Pedagogia da Alternância, em que os alunos alternam iguais períodos na escola e em períodos junto às famílias, executando atividades escolares. Em 1969, foi inaugurada a 1ª EFA do Brasil, em Olivânia/ Anchieta, no Sul capixaba, a partir da qual foi disseminada pelos municípios do Espírito Santo e por vários estados brasileiros.

Vale relembrar que até os anos 70/80, a população rural girava em torno dos 80% da total e essa rede pública da extensão rural detinha o protagonismo quase absoluto na prestação desse serviço, pois ainda não existiam as secretarias municipais de Agricultura; o Sebrae, criado pela Lei 8029/90; o Senar, pela Lei 8315/91; o Ifes, pela Lei 11892/2008, e poucas eram as associações e cooperativas mais representativas.

Conclui-se, portanto, que o serviço de Extensão Rural no Estado, desde 1956, vem socializando conhecimentos técnicos, via dias de campo, cursos, seminários, para milhares de agricultores, sobretudo os de base familiar, integrando a citada revolução silenciosa, que já nem é mais tão silenciosa assim.

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