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Casos de divisão de bens batem recorde

Busca por cartórios para fazer o documento de inventário aumentou na pandemia. Os números são os maiores desde 2007

Aguinor Malaphaia, do jornal A Tribuna | 31/01/2022 12:36 h

advogada  Flávia Brandão:  busca por  tranquilidade em tempos  incertos
advogada Flávia Brandão: busca por tranquilidade em tempos incertos |  Foto: Kadidja Fernandes/AT
 

A crise instaurada pela pandemia da covid-19 aumentou a demanda para a resolução de casos de família na Justiça, como inventários,  partilhas de bens  e divórcios. 

No ano passado, os cartórios do Espírito Santo registraram 3.188 inventários, enquanto o total de divórcios foi de 2.844. Os números são os maiores desde 2007. 

De acordo com advogados especialistas em Direito de Família e Sucessões, a pandemia trouxe o planejamento sucessório para o debate familiar.

“Para quem nos procura, a certeza do ato notarial se torna um ponto de suporte e tranquilidade em tempos tão incertos”, explicou Flávia Brandão, que é advogada da Família e presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família do Espírito Santo.

Para o advogado especialista em Direito de Família Alexandre Dalla Bernardina, o aumento no número de atos de transferência de bens se dá por novos perfis, como pais mais jovens, por exemplo.  

“A gente observa a consciência das pessoas de quererem resolver esses tipos de assuntos, evitando a Justiça comum e optando por métodos alternativos para mediação de conflitos”, explicou Alexandre Dalla Bernardina.

Segundo ele, o período de pandemia fez crescer tanto a procura pelo preparo de inventários, como também a resolução de processos que tramitavam há anos. 

A advogada especialista em Direito da Família Kelly Andrade reforçou que a procura aumentou por parte desses novos perfis, que passaram a ver a doação em vida como forma de garantir sua vontade em caso de morte.

“Fazer valer a vontade da pessoa em relação ao patrimônio, com segurança jurídica, chamou a atenção também de jovens e profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate ao coronavírus”, disse.


SAIBA MAIS 


Números

No ano passado, os cartórios do Estado registraram 3.188 inventários, enquanto o total de divórcios foi de 2.844.

Os números são os maiores desde 2007, ano que passou a valer a Lei 11.441, que tornou possível a realização por via administrativa de inventário, partilha, separação e divórcio.

Procedimentos

Os cartórios realizam o inventário por meio de escritura pública.

Por isso, é  necessário que todos os herdeiros sejam maiores e capazes.

Também é necessário que haja consenso familiar quanto à partilha dos bens. 

O preço a ser pago é calculado sobre o valor dos bens e deve ser quitado em até 180 dias da data do óbito.

Os herdeiros devem se atentar aos prazos legais obrigatórios. 

No caso de separação, o processo administrativo só vale para quem não tem filhos menores  ou maior incapaz.

Fonte: Pesquisa AT e especialistas citados.

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