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Brasil

Ataques de peixes interditam um dos principais balneários de Bonito; entenda


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Ataques de peixes a banhistas levaram o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a interditar parcialmente um dos mais procurados balneários de Bonito. A cidade é considerada a “capital nacional do ecoturismo”. Só este ano, ao menos 30 pessoas procuraram a rede de saúde da cidade relatando mordeduras pelos peixes. Em um dos casos, uma banhista perdeu parte do dedo.

Os incidentes aconteceram no balneário Praia da Figueira, um empreendimento privado com alto fluxo de turistas. Inicialmente, o Imasul havia interditado todo o complexo, que inclui trilhas e áreas de lazer em terra. A administração da Praia entrou com pedido de reconsideração e a parte seca do complexo foi liberada. “A lagoa artificial permanecerá interditada, sendo exigida a instalação de barreiras físicas e educativas para impedir o acesso dos visitantes à água”, diz nota do Imasul.

O Estadão entrou em contato com o Grupo Praia Parque e com a gerência da Praia da Figueira e aguarda retorno.

Imagem ilustrativa da imagem Ataques de peixes interditam um dos principais balneários de Bonito; entenda
Nadar entre peixes é uma das atrações da Praia da Figueira, em Bonito. Foto: Praia da Figueira/Facebook/Reprodução

A lagoa fica próxima do Rio Formoso e nela foi construída uma praia artificial. É nesse local que estão os quiosques dentro da água onde os turistas são servidos com bebidas e alimentação. Também fica na lagoa o mirante que permite uma observação das belezas do rio. Por ser um local mais raso, é onde os turistas boiam para fazer a observação dos peixes – um dos principais atrativos do lugar. Espécies como pacu, dourado, matrinxã e tambaqui foram introduzidas no lago.

O alerta ao Imasul sobre os ataques foi feito pela prefeitura de Bonito após a chegada dos casos de mordeduras por peixes ao hospital da cidade. Segundo o município, mais de 80% dos ataques aconteceram na Praia da Figueira. Uma parte deles teria sido feita pelo peixe tambaqui, uma espécie amazônica que se caracteriza pelos dentes fortes.

Um dos casos envolveu uma professora aposentada de Bonito que teve uma parte do dedo da mão arrancada por mordida de um peixe, quando estava em um dos quiosques molhados do balneário. O ataque aconteceu no dia 17 de março e a mulher foi atendida no Hospital Darci João Bigaton.

Estudo do pesquisador Diogo Hashimoto, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou o tambaqui como o segundo peixe mais criado em cativeiro no País, depois da tilápia, devido à sua fácil adaptação. A espécie não tem hábito de atacar pessoas ou animais, tendo como base de sua alimentação produtos vegetais, principalmente sementes e pequenos frutos.

A prefeitura de Bonito informou que a Fundação de Turismo acompanha a situação e entende a necessidade de adequação do atrativo às normas ambientais e de segurança dos turistas. Considera, ainda, que Bonito é o melhor destino de ecoturismo do País e todos devem se preocupar em entregar a melhor experiência possível.

O Imasul reforçou que, mesmo tendo sido revogada parcialmente a suspensão da Licença de Operação do empreendimento Praia da Figueira, permanecem suspensas todas as atividades na lagoa artificial, sendo autorizada a retomada das demais atividades previstas na licença, desde que não envolvam contato com o lago.

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