Adolescente foi morta por vingança e PCC pode estar por trás, diz delegado
Investigador afirmou que Vitória foi torturada e ficou em cárcere por dois ou três dias antes de ser levada ao local em que seu corpo foi localizado
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A adolescente Vitória Regina de Sousa, 17, que foi encontrada morta nesta quarta-feira (5), em Cajamar, São Paulo, após ficar uma semana desaparecida, foi vítima de vingança, de acordo com Aldo Galiano, delegado Seccional de Franco da Rocha. Ainda segundo ele, o PCC (Primeiro Comando da Capital) pode estar por trás do crime.
"Nota-se que há um crime de vingança, com certeza. Um grande risco de que possa haver uma organização criminosa envolvida nisso, inclusive nós fizemos a prisão de um grande membro do PCC há cerca de quatro ou cinco meses no mesmo local. Há um foco do PCC na região, inclusive naquela favela [próxima de onde a adolescente morava]", afirmou o delegado em entrevista ao "Bom Dia SP" da TV Globo .
Galiano afirmou ainda que Vitória foi torturada e ficou em cárcere por dois ou três dias antes de ser levada ao local em que seu corpo foi localizado, em uma região de mata.
A adolescente morta foi encontrada sem roupas -apenas com um sutiã na altura do pescoço, com o cabelo raspado e ferimento no tórax e pescoço. As mãos, segundo o delegado, apresentam indícios de que foram envolvidas em algum material plástico, a fim de evitar que material genético dos envolvidos no crime ficasse sob as unhas da jovem, em caso de luta corporal.
A Polícia Civil pediu a prisão temporária do ex-namorado de Vitória e a Justiça aceitou. As equipes fazem buscas para tentar prendê-lo.
A adolescente estava desaparecida havia uma semana. Ela sumiu depois de sair do trabalho, na noite do dia 26 de fevereiro.
"Nós pedimos a prisão do ex-namorado, não por ainda termos qualquer indício de que ele foi o autor do fato. Mas porque há uma grande inconsistência na sua oitiva, que foi confrontada com alguns fatos da investigação", afirmou Galiano.
De acordo com o delegado, Vitória ligou para o ex-namorado pedindo que fosse buscá-la no ponto de ônibus, já que o pai dela não podia, mas ele não atendeu as ligações. O jovem afirmou em depoimento que estava em um encontro amoroso com uma menor de idade e só pegou o telefone no final da madrugada, segundo o delegado.
A investigação aponta, de acordo com o seccional, que o ex-namorado possivelmente sabia que o crime seria praticado.
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