Apuração no exterior confirma divisão do eleitorado brasileiro
Lula vence na maior parte da Europa e Oceania, enquanto Flávio Bolsonaro lidera no Japão
A Justiça Eleitoral consolidou a contagem dos votos dos brasileiros que residem no exterior. O processo de votação ocorreu dentro da normalidade em 186 cidades pelo mundo, refletindo a mesma polarização registrada em território nacional.
Domínio da esquerda na Europa e Oceania
Nos principais colégios eleitorais da Europa, a preferência majoritária foi para Lula. Em Portugal, que concentra a maior comunidade de eleitores fora do país, o petista garantiu 59,42% dos votos válidos, contra 40,58% de Flávio Bolsonaro. Esse padrão de vitória da esquerda se repetiu em nações como a França, onde Lula alcançou 81,25%, na Alemanha, com 79,09%, e também na Austrália, onde somou 63,46%.
Força da direita nos EUA e Ásia
Por outro lado, Flávio Bolsonaro manteve a tradicional liderança do campo conservador na Ásia e também em terras norte-americanas. Nos EUA, Flávio conquistou 62,6% dos votos, contra 37,3% de Lula. O candidato obteve uma vitória expressiva no Japão, onde conquistou 80,08% dos votos válidos do eleitorado. O filho do ex-presidente também pontuou à frente em seções específicas da Europa, como na Grécia, onde registrou 54,95% dos votos.
Votação no Exterior: Veja onde Flávio e Lula lideraram nas urnas
A apuração dos votos dos brasileiros que vivem no exterior revelou divisões marcantes de preferência eleitoral em diferentes regiões do mundo.
Flávio obteve ampla vantagem nos Estados Unidos, onde conquistou 62,65% dos votos (53.718 votos contra 32.023 de Lula, que ficou com 37,35%). O candidato também garantiu vitórias expressivas no Japão, com 80,08% (28.538 votos contra 7.098 de Lula - 19,92%), em Israel, com 80,81% (699 votos contra 166 de Lula - 19,19%), no Paraguai, com 86,60% (4.542 votos contra 703 de Lula - 13,40%), e na Bolívia, com 78,29% (1.475 votos contra 409 de Lula - 21,71%).
A vantagem de Flávio estendeu-se a outros países e territórios nas Américas, Ásia, Europa e África:
Américas: Suriname (69,18% / 386 votos vs 172 de Lula), Honduras (68,75% / 44 vs 20), El Salvador (65,33% / 49 vs 26), Guatemala (63,87% / 76 vs 43), Panamá (61,64% / 429 vs 267), Peru (58,81% / 424 vs 297), República Dominicana (56,73% / 118 vs 90), Venezuela (56,20% / 136 vs 106), Nicarágua (56,52% / 39 vs 30), Equador (53,94% / 185 vs 158), Costa Rica (50,82% / 186 vs 180), Colômbia (50,18% / 283 vs 281), Bahamas (70,00% / 14 vs 6), Jamaica (68,75% / 11 vs 5) e Trinidad e Tobago (57,14% / 12 vs 9).
Europa e Eurásia: Ucrânia (84,21% / 16 votos vs 3 de Lula) e Grécia (54,95% / 311 vs 255).
Ásia e Oriente Médio: Nepal (92,31% / 12 votos vs 1 de Lula), Guiana (85,45% / 47 vs 8), Bahrein (71,79% / 28 vs 11), Omã (68,75% / 22 vs 10), Timor-Leste (64,71% / 33 vs 18), Indonésia (60,53% / 23 vs 15), Filipinas (59,09% / 39 vs 27), Taiwan (58,04% / 130 vs 94), Catar (55,08% / 195 vs 159), Emirados Árabes Unidos (54,56% / 772 vs 643), Vietnã (53,13% / 17 vs 15), Malásia (51,76% / 44 vs 41), Tailândia (51,72% / 60 vs 56) e Hong Kong (51,15% / 133 vs 127).
África: África do Sul (57,92% / 256 votos vs 186 de Lula), Guiné-Bissau (53,66% / 22 vs 19) e Moçambique (52,00% / 117 vs 108).
Vitórias de Lula
Lula dominou a maioria dos países da Europa, obtendo vitórias expressivas na França com 83,96% dos votos (10.676 votos contra 2.039 de Flávio - 16,04%), na Alemanha com 79,09% (16.549 votos contra 4.374 de Flávio - 20,91%), no Reino Unido com 63,34% (10.968 votos contra 6.349 de Flávio - 36,66%) e em Portugal com 59,42% (34.319 votos contra 23.433 de Flávio - 40,58%).
O candidato também registrou amplo favoritismo no Oriente Médio, com destaque para a Palestina (95,60% / 1.000 votos contra 46 de Flávio), Síria (90,60% / 106 vs 11) e Jordânia (90,51% / 725 vs 76).
Outros destaques onde Lula liderou incluem:
Europa: Dinamarca (85,06% / 1.383 votos vs 243 de Flávio), Estônia (82,90% / 160 vs 33), Irlanda (80,20% / 7.194 vs 1.776), Países Baixos (80,13% / 5.578 vs 1.383), Suécia (78,26% / 2.127 vs 591), Tchéquia (77,95% / 304 vs 86), Eslováquia (77,05% / 47 vs 14), Turquia (77,44% / 127 vs 37), Bulgária (75,47% / 40 vs 13), Hungria (75,21% / 355 vs 117), Polônia (75,07% / 268 vs 89), Áustria (74,98% / 1.178 vs 393), Finlândia (74,83% / 550 vs 185), Sérvia (72,92% / 35 vs 13), Eslovenia (70,53% / 67 vs 28), Espanha (68,42% / 9.293 vs 4.289), Rússia (64,52% / 60 vs 33), Romênia (61,54% / 40 vs 25), Itália (59,99% / 7.921 vs 5.283), Bélgica (58,72% / 3.064 vs 2.154), Suíça (56,68% / 7.089 vs 5.419), Croácia (54,39% / 31 vs 26) e Chipre (53,70% / 29 vs 25).
Américas: Cuba (97,73% / 43 votos vs 1 de Flávio), Haiti (75,00% / 6 vs 2), Argentina (68,77% / 4.466 vs 2.028), Canadá (64,98% / 15.776 vs 8.501), Chile (53,76% / 1.100 vs 946), Uruguai (52,42% / 887 vs 805), México (51,51% / 699 vs 658) e Guiana Francesa (51,55% / 599 vs 563).
Ásia e Oceania: Nova Zelândia (80,54% / 418 votos vs 101 de Flávio), China (73,67% / 375 vs 134), Coreia do Sul (64,35% / 148 vs 82), Singapura (63,77% / 213 vs 121), Austrália (63,46% / 6.017 vs 3.465) e Índia (57,89% / 33 vs 24).
África e Oriente Médio: Argélia (88,46% / 23 votos vs 3 de Flávio), Marrocos (83,78% / 31 vs 6), Egito (78,95% / 60 vs 16), Kuwait (78,48% / 62 vs 17), Senegal (72,84% / 59 vs 22), Tunísia (69,57% / 16 vs 7), Líbano (68,20% / 2.736 vs 1.276), Namíbia (66,67% / 8 vs 4), Tanzânia (64,71% / 11 vs 6), Quênia (64,44% / 29 vs 16), Cabo Verde (62,34% / 48 vs 29), Gana (61,54% / 8 vs 5), Arábia Saudita (61,25% / 49 vs 31), Irã (59,26% / 16 vs 11), Angola (58,60% / 167 vs 118) e Costa do Marfim (58,49% / 31 vs 22).
Comentários