Capixaba termina como o melhor brasileiro no Mundial de Longboard Surf
Alexandre Escobar ficou em quinto e garantiu vaga no Pan de 2027
O capixaba Alexandre Escobar encerrou sua participação no Surf City El Salvador ISA World Longboard Championship 2026 na quinta colocação. Representante da Seleção Brasileira de Longboard da Surf Brasil, o atleta foi eliminado na semifinal disputada nesta quinta-feira, mas terminou como o brasileiro mais bem colocado no Mundial e garantiu uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2027.
Escobar chegou à semifinal após vencer sua bateria nas quartas de final, superando adversários do Peru, dos Estados Unidos e das Filipinas. A campanha colocou o capixaba entre os destaques da competição e confirmou sua classificação para o Pan do próximo ano.
Apesar da satisfação com o resultado, o surfista admitiu que ficou com um sentimento de frustração por não ter alcançado a decisão. Segundo ele, alguns dos atletas que avançaram à final já haviam sido derrotados por ele em baterias anteriores do campeonato.
“Eu tô bem feliz, ao mesmo tempo um pouco triste. Poderia ter chegado a essa final. Alguns adversários ali que foram pra final eu já tinha vencido eles durante o evento. Então, ficou um sentimentozinho ali um pouco de tristeza, mas de muita alegria por ter sido o melhor brasileiro colocado no evento, por ter feito boas apresentações, por ter conseguido a minha vaga pro Pan do ano que vem, em Lima”, afirmou.
Estreante na Seleção Brasileira de Longboard nesta temporada, Alexandre também destacou que a experiência no Mundial representa mais um passo em sua trajetória internacional. Agora, o atleta pretende voltar ao Espírito Santo para reencontrar familiares, amigos e patrocinadores antes de retomar a preparação para os próximos desafios.
“Agora é voltar pra casa, ver a família, ver os amigos, os patrocinadores, treinar mais, se preparar, que é só o começo da batalha”, disse.
O capixaba mantém a confiança no futuro e acredita que ainda terá novas oportunidades de buscar resultados expressivos no cenário internacional. Ele lembrou que alguns dos principais nomes do longboard mundial têm entre 40 e 42 anos, o que reforça sua perspectiva de seguir evoluindo na modalidade.
“Eu ainda tenho uma caminhada longa. Vou ter outras oportunidades, sem dúvidas vou fazer melhor ainda”, projetou.
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