Seu Pedro volta a estudar aos 102 anos e, agora, vai fazer curso profissional
Depois de decidir voltar a estudar para desenvolver melhor a fala, leitura e a escrita, Pedro Francisco de Souza, de 102 anos, que é aluno da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Suzete Cuendet, em Maruípe, agora vai em busca de uma qualificação profissional.
Nesta sexta-feira (25), seu Pedro e o filho André Conceição de Souza, de 46 anos, com quem divide os ensinamentos na turma da EJA, foram ao Centro de Ensino Tecnológico do Senai Tecnologia (IST), em Vitória, para conhecer os cursos e as instalações do local.
Foram ofertados dois cursos ao aposentado e, também, ao seu filho: qualificação profissional em almoxarife e qualificação profissional em montador e reparador de computadores. Seu Pedro optou pelo segundo e André, seu companheiro inseparável, o acompanhou. Eles começam a estudar no início do mês de julho.
"O mundo está moderno, e eu quero fazer parte dele. Decidi escolher aquilo que eu acho que vou ter mais para aprender: o curso de computador. As coisas mudaram muito ao longo dos anos. Ainda tenho que aprender mais e vou conseguir graças a essa oportunidade", explicou Pedro.
A visita foi acompanhada pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, pela presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, e pela secretária de Educação da capital, Juliana Rohsner.
Para o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, a tarde desta sexta-feira foi inspiradora. "O senhor Pedro deixa o seu legado e exemplo de vitalidade em busca do conhecimento. Para quem estiver desanimado, siga esse exemplo. É sempre tempo de começar", disse Pazolini.
História
Pedro nasceu às 4 horas da madrugada, no dia 18 de outubro de 1918, uma sexta-feira, em Santana do Catu, região da Grande Salvador, na Bahia. Hoje, o município se chama apenas Catu.
É pai de 14 filhos, os quais criou com a profissão de oleiro, aprendida com o pai e que exerceu por mais de 40 anos. Sobre o fato de voltar a estudar, ele diz: "O meu estudo é pouco. Sem ler não podemos falar, não podemos fazer um nada, é por isso que continuo estudando. A gente fica uma pessoa civilizada, não tem medo de conversar com o povo, traz conhecimento. Enquanto há vida, há esperança. Eu quero estudar enquanto eu tiver saúde".
Comentários