Na Papudinha, Flávio Bolsonaro vira sobre Lula e vence 2º turno
Entre os presos que estão no local estão Daniel Vorcaro e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação do segundo turno na Papudinha, unidade de custódia localizada no Distrito Federal. O candidato do PL recebeu 81 votos, contra 74 do petista, revertendo o resultado do primeiro turno.
A votação ocorreu na seção eleitoral instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia 185 eleitores aptos a votar no local. Desse total, 160 compareceram às urnas no domingo (25). Foram registrados ainda um voto em branco e quatro nulos.
Resultado do primeiro turno no presídio
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula havia vencido na unidade por 74 votos a 70. Na ocasião, os demais candidatos receberam:
- Ronaldo Caiado (PSD), seis votos;
- Renan Santos (Missão), quatro votos;
- Augusto Cury (Avante), dois votos;
- três votos em branco;
- três votos nulos.
A votação para o governo do Distrito Federal também ocorreu na seção. A governadora reeleita Celina Leão (PL) recebeu 84 votos, enquanto Leandro Grass (PT) somou 40.
Quem está preso na Papudinha
A Papudinha integra o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, e é conhecida por receber políticos, policiais e outras personalidades. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, ficou detido na unidade antes de passar ao regime domiciliar.
Entre os presos que estão no local estão Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro; Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB); e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no governo Lula.
Direito de voto para presos provisórios
A votação de presos provisórios é permitida pela legislação brasileira. Pessoas que aguardam julgamento ou não têm condenação criminal definitiva mantêm o direito ao voto.
Já condenados com sentença transitada em julgado têm os direitos políticos suspensos durante o período previsto em lei.
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