“Vamos enfrentar a extrema direita”, diz Camila Valadão
Camila Valadão teve 61.501 votos e liderou de novo a disputa pela Assembleia; bancada feminina cresce de 4 para 6 deputadas
A deputada estadual Camila Valadão (Psol) conseguiu se reeleger para mais um mandato. Não somente isso. Pela segunda vez consecutiva, foi a mais votada para o Legislativo.
Camila alcançou a marca de mais votada da Assembleia Legislativa, contando entre mulheres e homens. Teve 61.501 votos. Em 2022, havia sido eleita com 52.221 votos. Naquele momento, ela ainda exercia o cargo de vereadora da capital.
Durante entrevista à reportagem, Camila afirmou que o resultado é fruto de muito trabalho. Durante a campanha, ela chegou a gravar um vídeo explicando aos eleitores que não estava eleita, e que havia um boato que espalharam dizendo que não era preciso votar nela.
“Tínhamos esse desafio de superar esse recorde da eleição anterior, mas o objetivo era manter a cadeira do nosso partido”, destacou a parlamentar.
Além disso, foi perguntada a respeito de um possível apoio dela e de seu partido, o Psol, no segundo turno das eleições ao governo.
“Nós vamos fazer um debate interno sobre isso. Vamos dialogar diretamente com o PT, que apoiamos no primeiro turno, aí discutiremos nossa posição. É importante destacar que nossa prioridade é a eleição do presidente Lula (PT)”.
Entretanto, Camila deixou um recado para seu eleitorado.
“Queremos garantir melhor votação para Lula no Espírito Santo, embora nenhum dos dois palanques dos candidatos no segundo turno nos represente. Teremos esse desafio interno, debater sobre isso, nós queremos, sobretudo enfrentar a extrema-direita no País. O que eu posso garantir é que não haverá nenhum voto nosso para Lorenzo Pazolini”, destacou.
A parlamentar também comemorou o aumento da quantidade de mulheres na Assembleia. Até a legislatura atual, são quatro representantes: a própria Camila, Iriny Lopes (PT), Janete de Sá (PSB) e Raquel Lessa (PP). Tirando Iriny, que disputou cargo de deputada federal, as três se reelegeram.
Agora, a partir da posse, no ano que vem, o quadro será formado por: Camila Valadão, Karla Coser (PT), Açucena (PT), Janete de Sá (PSB), Raquel Lessa (PP) e Jeesala Coutinho (MDB).
“É um recorde, nunca houve tantas mulheres no legislativo capixaba”, destacou Camila.
Bancada de esquerda é minoria na Casa
A partir da próxima legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro, a esquerda terá uma bancada consideravemente menor do que a direita. Isso porque só há três partidos do espectro esquerda e centro-esquerda. Somados, há 7 deputados em partidos ligados à esquerda, enquanto há 23 nomes que são mais identificados com a direita.
O partido da esquerda que mais elegeu parlamentares na eleição deste ano foi o PT, que conseguiu fazer três vagas: Karla Coser, Açucena e Júlio da Fetaes. Todas as vagas petistas representa 100% de renovação, pois todos vão assumir, oficialmente, seus primeiros mandatos.
O PSB, mais ligado à centro-esquerda, elegeu três deputados: Janete de Sá, Dary Pagung e Victor Coelho. Os dois primeiros foram reeleitos, enquanto Victor Coelho, ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, chega para o primeiro mandato.
A lista termina com Camila Valadão, do Psol, que conforme destacado acima, a parlamentar conseguiu se reeleger.
Embora seja menor do que a direita na legislativa, a esquerda também tem um fator para comemorar: contando com os três partidos, que também ocupam cadeiras na atual legislatura, o grupo está mais fortalecido: antes, havia cinco parlamentares, agora são sete.
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