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“Pessoas que se amaram têm que ser amigas”, diz atriz Sophie Charlotte

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“Pessoas que se amaram têm que ser amigas”, diz atriz Sophie Charlotte


Diante do desafio de viver uma mulher única, o conforto das palavras de um de seus mestres na arte. E, diante da crueldade do mundo, o amor! Ele supera tudo e sempre une.

Sophie Charlotte até toma emprestada as palavras do autor, dramaturgo e amigo Domingos de Oliveira (1936-2019) para falar sobre o mais nobre dos sentimentos. “Pessoas que se amaram têm que ser amigas para o resto da vida. No mínimo. Senão, o mundo fica muito cruel”, cita ela.

Em “Todas as Mulheres do Mundo”, a atriz Sophie Charlotte, 31 anos, nascida na Alemanha, vive papel que foi de Leila Diniz, como Maria Alice. (Foto: Globo/João Miguel Júnior)
Em “Todas as Mulheres do Mundo”, a atriz Sophie Charlotte, 31 anos, nascida na Alemanha, vive papel que foi de Leila Diniz, como Maria Alice. (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Em “Todas as Mulheres do Mundo”, a atriz de 31 anos, nascida na Alemanha, vive papel que foi de Leila Diniz, musa de Oliveira, como Maria Alice. E é puro encantamento.

“É uma mulher livre e engajada em viver da melhor forma possível, que é estar aqui no momento presente. Mostrar a jornada dela no amor é bem bonito. E é a forma que o Domingos, acredito eu, encarava e entendia o amor”, ressalta.


“Ele me formou, me ensinou a viver”


Como era a sua relação com o poeta, dramaturgo e cineasta Domingos Oliveira?

Sophie Charlotte Vem desde os 18 anos. Ele me formou, me ensinou a viver. Domingos foi meu confidente durante muitos anos. Toda minha trajetória, toda minha juventude, meu processo de amadurecimento, ele acompanhou. Meus encontros e desencontros, amores, o nascimento do meu filho, meu casamento, minhas questões como atriz, como ser humano.

Quando chegou a Maria Alice e comecei a gravar, tudo convergiu, se misturou. Não consigo dizer se é uma personagem, se é uma homenagem.

Encontros revividos, momentos de palco. Muitas poesias que aparecem na série, eu fiz no palco com o Domingos na peça “Poesias e Canções”. É uma mistura louca, como é a vida mesmo.

Até porque “Todas as Mulheres do Mundo” é o meu filme favorito do Domingos e um personagem vivido pela Leila Diniz que me inspira absurdamente. Eu amo dizer as palavras que estão no texto. Eu me sentia mais aproveitando as palavras do texto do que “trabalhando”.

Sobre a sua Maria Alice e a de Leila Diniz, o que elas têm em comum?

A Maria Alice e o Paulo retratam um pouco a história de amor da Leila com o Domingos. Maria Alice é uma mulher livre, para além de qualquer amarra, convenção. Ao mesmo tempo, muito doce. Uma liberdade de ser e estar encaixada na própria pele, na própria vivência, no desenrolar dos acontecimentos. Buscamos manter essa maneira de encarar as situações tão raras na vida.

Como atriz, aproveitei muito, pois personagens femininas, que falam dessa forma bonita, livre e poética, só com o Domingos mesmo. Acho que é isso: diz muito sobre o Domingos e sobre a Leila também e, em última instância, sobre mim.

Vocês foram amigos e parceiros.

O Domingos trabalhava com amigos. Era impossível trabalhar com ele e não se apaixonar, se envolver e terminar nesse portal: ver a vida de um jeito muito mais intenso. E a gente teve muitas parcerias de trabalho.
Eu participei do “Cabaré Filosófico” durante muito tempo, fiz “O Apocalipse, segundo Domingos Oliveira” e, dali, ele me puxou para fazer a primeira remontagem de “Confissões de Adolescente”.

Participei ainda de um desdobramento do “Cabaré”, o “Poesias e Canções”. E as poesias e canções do Domingos eram inéditas, só amigos muito próximos conheciam e ele resolveu fazer um espetáculo com isso. Foi lindo. 

Para além disso, teve o longa “BR 716”, que eu amei participar, foi uma grande honra ser a Gilda. O filme forma uma trilogia com os dois primeiros longas dele, “Todas as Mulheres do Mundo” e “Edu Coração de Ouro”. O Domingos foi um mestre, um amigo-confidente, um poeta, que mudou a minha vida para melhor.

Como define a sua Maria Alice?

Uma mulher livre e engajada em viver da melhor forma possível, que é estar aqui no momento presente. O encontro dela com o Paulo (personagem de Emílio Dantas) é lindo, potente, maluco e humano.
Acho que retrata esse grande amor que, às vezes, a gente encontra, mas a vida tem tantas coisas que perpassam como seus sonhos profissionais, os outros encontros, desencontros, amadurecimento...

O Paulo tem essa alegria de viver, esse humor, essa leveza, aproveitar cada fagulha de vida e isso é encantador para Maria Alice. Se é que podemos tentar explicar uma paixão, né?!

O que esperar da série?

Eu me diverti e me emocionei muito fazendo e refleti também sobre a vida, sobre o amor, sobre a nossa realidade, sobre a nossa atualidade.


O QUE ELA DIZ


No papel de Gal Costa

A atriz Sophie Charlotte tem aproveitado o período da pandemia para se preparar para viver a baiana Gal Costa em uma cinebiografia, que deverá ser dirigida por Lô Politi e Dandara Ferreira. Ela contou que está ensaiando com a ajuda do marido, o ator Daniel de Oliveira, 43, que interpretou Cazuza no cinema. “Chamei ele para ser o meu coach”, disse.

Uma viagem de amor

“Caminhar juntos, rir juntos, comer juntos, errar juntos, crescer abraçados... Quero amparar seus tropeços, e junto com os meus criar uma dança só nossa! Viver contigo é a melhor viagem!”, se declarou, nas redes sociais Sophie para Daniel, com quem tem o filho Otto.

Perda

Sophie usou suas redes sociais na última quarta para anunciar a morte do pai, Mario Silva. “Grande homem, que amei loucamente todos os dias da minha vida”.

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