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Governo lança programa de qualificação para exportação

| 06/02/2020 21:32 h

Palácio Anchieta
Palácio Anchieta |  Foto: Ademir Ribeiro/Arquivo AT 12/05/15

O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) inicia uma nova etapa no Espírito Santo. Após capacitar 146 pessoas no Estado em seu primeiro ciclo, que ocorreu entre 2015 a 2018, a segunda versão do programa foi lançado ontem em evento no Palácio Anchieta, que contou com a presença do governador Renato Casagrande (PSB).

O programa visa a atender empresas brasileiras que ainda não exportam ou que estão iniciando atividades em diversos setores da economia. A ideia do programa solucionar as dúvidas dessas empresas sobre como exportar seus produtos, tornando-se aptas para esse serviço, de forma didática e prática, fazendo com que o número de empresas exportadoras cresça no país.

Não há necessidade de pagar pelo atendimento, sendo somente exigida a disponibilidade para investir na melhoria de seu processo via orientação de profissionais especialistas em comércio exterior, que indicarão os melhores caminhos.

O PEIEX é uma iniciativa executada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e será executada no Estado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapes), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento (Sedes).A expectativa é que o PEIEX no Espírito Santo qualifique, em um período de 24 meses, 200 empresas para atuarem de forma competitiva no mercado externo.

O governador Renato Casagrande agradeceu à Apex e ao trabalho realizado pela Fapes e Sedes no projeto. Ele destacou a necessidade de fazer o Espírito Santo crescer internacionalmente e ressaltou que o comércio exterior está na essência do Estado.

"O Estado é o mais bem organizado do País e com a retomada da economia, da qual acreditamos, precisamos estar preparados para ampliar as ações e ser cada vez mais competitivo. O comércio internacional sempre foi um gerador de oportunidade para os capixabas e temos uma economia muito aberta quando comparado com outros estados".

O Núcleo Operacional do PEIEX já está operando em Vitória, mas as empresas capixabas podem contar também com o apoio de outros dois polos de atendimento: em Linhares, com foco no atendimento a empresas localizadas na região norte do Estado; e outro em Cachoeiro de Itapemirim, voltado às empresas da região sul.

O PEIEX é um serviço totalmente gratuito e oferece atendimento customizado in loco, participação em oficinas de qualificação e rodadas de negócios.

O presidente da Apex, Sérgio Segovia, explica que o programa é feito em todo o Brasil, e busca fomentar a competitividade de produtos e empresas para aumentar o interesse pela exportação de produtos nacionais.

"É importante, porque quando se qualifica uma empres para a exportação, quase sempre o produto terá maior qualidade e mais eficiência na produção. Com isso, o produto atenderá não apenas o mercado externo, mas também o interno com maior qualidade".

Segovia explicou que não há requisitos para participar do programa. Basta haver vontade de exportar seu produto.

"A empresa vai ser acompanhada durante todo o processo. Temos um mercado interno muito grande, mas a partir do momento em que há interesse na exportação, a dificuldade precisará burocrática precisará ser tirada, justamente com essa qualificação. O empreendedor terá um passo a passo para que o produto chegue lá fora com competitividade. Não há excludentes de setores. Nada impede que setores não previstos engagem neste esforço, já que, se for um sucesso, será bom para todos".

O secretário da Sedes, Marcos Kneip, explica que o trabalho realizado busca aumentar ano após o número de empresas qualificadas, de modo a permitir a criação de uma cultura de exportação na região.

"É feito todo um trabalho para identificar empresas com potencial para que seus produtos sejam vendidos no exterior. É feita uma qualificação explicando não apenas a parte técnica como operacionalizar a qualificação. É feito um treinamento com o empresário para que ele possa inserir os produtos para o exterior. É preciso, claro, de padrão de qualidade, e ajustar os produtos para adequá-los a realidade internacional. A tendência é aumentar o número de empresas a cada ano, para criar uma cultura exportadora. É um trabalho de preparação para termos uma logística de carga geral, já que pretendemos ter um porto para Cargas Gerais. Criar uma cultura para o comércio exterior de cargas gerais, tornando o Estado um exportador de bens".

O governador também destacou o investimento a ser realizado na infraestrutura. "Dependemos muito de infraestrutura, claro. Precisamos de investimento no setor portuário, temos um aeroporto adequado, buscamos outros aeroportos no norte e no sul do estado, queremos melhorar as rodovias, ferrovias. Mas nada disso acontecerá se não houver preparo. Podemos ter logística, mas precisamos de profissionais, empresários, preparados. Isso nos interessa muito, temos perspectivas boas".

Qualificação

A capacitação oferecida pelo PEIEX tem a duração média de 40 horas. Neste período, as empresas receberão atendimento local de um técnico e orientação sobre requisitos gerenciais para a exportação.

O programa envolve também a participação da empresa em Oficinas de Competitividade (cursos presenciais de curta duração sobre temas relevantes para a exportação) e a 1ª Ação de Exportação (rodadas de negócios orientativas, promovidas com comerciais exportadoras). Uma vez qualificada, a empresa poderá aderir ao portfólio de promoção comercial coordenado pela Apex-Brasil.

Jorge Aguiar, gerente-geral da Borana, marca de biquinis e moda feminina capixaba, destacou a importância da qualificação para o crescimento da marca internacionalmente, sem perder a essência de seu produto.

"O principal desafio era o conhecimento técnico. Termos que antes da qualificação eu não sabia que existia. A partir do momento em que tomamos conhecimento dessa parte técnica, as coisas ficaram mais fácil para falarmos a linguagem correta. Além de nos ajudar nessa questão, nos abriu também visão para outros fatores. Hoje, por exemplo, podemos colocar nossos produtos em todas as feiras que existem no mundo graças a esse projeto. Fizemos adaptações, mas não tiramos o DNA do nosso produto, então não perdemos nossa identidade".

Perfil exportador

Em 2019, as exportações do Espírito Santo totalizaram US$ 8,8 bilhões, o que representou queda de 0,7% em relação aos dados de 2018. Com uma participação de 3,9% nas exportações totais do Brasil em 2019, o Estado é o 9º no ranking das Unidades da Federação nesta atividade.

O principal produto exportado pelo Espírito Santo foi minério de ferro, com 23% das exportações em 2019 (US$ 2 bilhões), o que representa 9% do valor de todo minério de ferro comercializado pelo Brasil em 2019.

Em relação aos destinos, o perfil das exportações do Espírito Santo é marcado pela significativa diversificação tanto em países quanto de regiões, sendo relevantes as participações de todos os continentes.

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