Dolphin GT será o novo híbrido da BYD no Brasil
O Dolphin GT, o próximo híbrido da fábrica da Bahia, já tem data para chegar às lojas
O carro apresentado pela coluna em julho, durante o Festival de Goodwood, na Inglaterra, muda de nome para o Brasil. Um pouco mais barato do que o SUV Atto 2, o Dolphin híbrido será a maior aposta da BYD para 2027.
A informação é exclusiva e deve provocar, a partir do ano que vem, uma nova corrida entre hatches e SUVs compactos, nacionais e importados. Na Europa, o modelo roda até 1.040 km com um tanque de 42 litros mais a bateria.
Para quem considera comprar um carro eletrificado (não 100% elétrico), o Dolphin GT tende a entrar no topo das listas de compra. O modelo carrega em AC/DC, tem bateria de 18,3 kWh e permite rodar no modo HEV.
Com o sistema híbrido plug-in, o hatch promete fazer os trajetos do dia a dia com energia da bateria e, nas viagens, contar com o motor a combustão para ampliar a autonomia.
Tecnologia DM-i e desempenho do Dolphin GT
O sobrenome GT chama atenção e deve ser confirmado pelo vice-presidente sênior Alexandre Baldy, que apresenta o plano de lançamento do veículo à vice-presidente global do grupo, Stella Li.
O principal argumento comercial do GT está sob a carroceria. A tecnologia Super Hybrid DM-i prioriza o funcionamento elétrico e utiliza o motor 1.5 a combustão como parte do conjunto que amplia a autonomia.
Na configuração europeia, o modelo combina o motor a gasolina com um elétrico dianteiro de 163 cv. A depender da versão, a potência combinada chega a 212 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 8,3 segundos. A BYD do Brasil deve seguir os argumentos de força usados na Europa.
Outros números divulgados para o mercado europeu incluem:
- baterias Blade (química LFP) de 7,42 kWh ou 18,3 kWh
- autonomia elétrica de até 105 km no ciclo europeu WLTP
- alcance combinado que pode superar 1.000 km com tanque cheio e bateria carregada
Medidas, pacote de equipamentos e produção no Brasil
O design do Dolphin GT híbrido foi atualizado, e o ensaio da nova carroceria do Dolphin já está no Brasil por meio do modelo elétrico SE. O carro ficou mais agradável em estilo e traços da carroceria, na comparação com o GS.
O espaço a bordo entra na lista de argumentos de venda: são 4,16 metros de comprimento, 1,82 metro de largura e 2,61 metros de entre-eixos.
O porta-malas tem 425 litros, embora sem estepe — um ponto que merece atenção na adaptação ao mercado brasileiro. A BYD deve oferecer pneu reserva, o que pode reduzir um pouco o volume disponível.
Na cabine, o pacote inclui central multimídia de até 12,8 polegadas fixa (sem a tela giratória), câmera de 360 graus e recursos de assistência à condução. A função V2L permite usar a energia da bateria para alimentar equipamentos externos. A proposta é que o Dolphin GT chegue completo.
Em Goodwood, o presidente da BYD no país, Tyler Li, citou a produção nacional e o preço competitivo como caminhos para transformar o hatch em um híbrido plug-in de grande volume. A fabricação em Camaçari é apontada como a base para a viabilidade financeira do projeto.
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