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"Golpe do Amor": empresária perde carro de R$ 100 mil

A vítima, de 55 anos, relatou que conheceu o suspeito por meio de um aplicativo

Kananda Natielly, do jornal A Tribuna | 24/01/2022 17:18 h

Uma empresária de 55 anos foi vítima de um golpe conhecido como “golpe do amor”. 

Além de ter sido dopada, perdeu o seu carro, avaliado em R$ 100 mil. O caso aconteceu em novembro de 2021 em um bairro da capital, onde a vítima reside.

Ela relatou que conheceu o suspeito por meio de um aplicativo. Ao marcar um encontro com o criminoso, a vítima alega que foi oferecida uma bebida alcoólica e ao beber, ela apagou. Quando acordou, estava na sala de casa, sem celular, cartão e chaves da casa e do carro.

Vigaristas podem pegar até 50 anos de prisão

Se engana quem pensa que pode aplicar um golpe em um idoso e sair ileso. Isso porque, dependendo da quantidade de vítimas, as consequências pelo crime podem levar a até 50 anos de prisão.

O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Processual Penal, que considera crime obter, para si ou outra pessoa, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. 

A pena prevista é de 1 a 5 anos, mas, se for praticada contra um idoso, ela aumenta 1/3 (um terço).

“A pena de reclusão pode chegar de 2 a 10 anos, nesse caso. Isso para cada idoso feito como vítima. Se durante as investigações for comprovado que houve organização criminosa, ela vai de 3 a 8 anos. Então, se formos somar, ultrapassa os 50. Vai depender da quantidade de vítimas que o estelionatário fez”, explicou o titular da  Delegacia de Defraudações (Defa), Douglas Vieira.

Especialista em segurança pública, Rogério Fernandes Lima lembrou que os idosos são vítimas preferenciais de criminosos, sejam para os crimes presenciais ou virtuais, pois apresentam em regra maior fragilidade física.

“Por terem maior sensibilidade aos apelos emocionais dos golpistas acabam sendo vítimas, às vezes, de golpes de seus próprios familiares. E isso já foi provado em pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia (EUA), que confirmou que os mais velhos são mais suscetíveis a fraudes, pois existe uma região no cérebro que os torna mais vulneráveis”.

Rogério frisou que é sempre importante que o idoso se mantenha informado e se possível acompanhado de uma outra pessoa que possa lhe esclarecer as dúvidas. 

“Apesar da tecnologia estar mais presente no dia a dia da sociedade, os mais velhos têm dificuldades ou são mais resistentes em interagir com esses dispositivos”.

Entre as dicas para evitar possíveis golpes, Rogério destacou: “Não aceitar serviços que não pediu, mesmo que seja de graça ou em forma de gentileza; no banco aceitar apenas ajuda do funcionário da instituição bancária”.

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