Brasileira morre em lua de mel em Portugal após reação a camarão
Enfermeira de 29 anos sofreu reação alérgica grave após almoço em restaurante em Leiria, foi transferida a Coimbra e morreu durante a lua de mel.
A viagem que deveria celebrar o início de uma nova vida a dois terminou em tragédia para a enfermeira brasileira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos. Ela morreu na quarta-feira (21), durante a lua de mel em Portugal, após sofrer uma grave reação alérgica que teria sido provocada pelo consumo de camarão. A causa da morte ainda depende de confirmação por autópsia forense.
Moradora de Ceilândia, no Distrito Federal, Amanda havia se casado com Tiago Nascimento em 10 de outubro. O casal viajou para comemorar a união e conhecer o Vaticano antes de seguir para a cidade de Leiria, em Portugal, onde também pretendia visitar familiares. O retorno ao Brasil estava previsto para esta sexta-feira (23).
Mal-estar após almoço e tentativa de socorro
Segundo o relato do marido ao Correio Braziliense, Amanda começou a passar mal cerca de duas horas depois de almoçar em um restaurante. Ela apresentou sintomas como falta de ar e inchaço no pescoço.
O casal tentou buscar atendimento médico, mas precisou interromper o trajeto até a chegada de uma ambulância, que realizou os primeiros procedimentos de emergência. A enfermeira foi levada inicialmente a uma unidade de saúde em Leiria e, devido à gravidade do quadro, transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, onde a morte foi constatada.
A reação alérgica teria evoluído para uma parada cardiorrespiratória.
Profissão, planos interrompidos e luto
Amanda trabalhava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mantevida, no Distrito Federal. Ao falar sobre a esposa, Tiago destacou a dedicação dela à profissão e a descreveu como uma mulher carinhosa, humilde e comprometida com tudo o que fazia.
O marido também lamentou a interrupção dos planos que os dois tinham para o futuro, que incluíam a volta ao Brasil após a lua de mel e a retomada da rotina conjunta recém-iniciada.
Família organiza traslado do corpo ao Brasil
Após a morte, os familiares precisaram organizar os procedimentos para trazer o corpo de Amanda de volta ao Brasil e custear as despesas do traslado e do sepultamento.
De acordo com informações divulgadas pelo Correio 24 Horas nesta sexta-feira (23), a família já havia conseguido arrecadar o valor necessário. A liberação do corpo, no entanto, dependia da realização de uma autópsia forense para esclarecer oficialmente a causa da morte.
Até a publicação da reportagem, ainda não havia previsão para a chegada do corpo ao Brasil.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil no Porto permanece à disposição para prestar assistência consular aos familiares, caso seja solicitado.
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