Vai viajar para fora do país? Saiba como se proteger do coronavírus

| 29/01/2020, 07:16 07:16 h | Atualizado em 29/01/2020, 07:24

srcset="https://cdn2.tribunaonline.com.br/prod/2019-05/372x236/bagagem-aeroporto-c192726bf481ef044dbe50b8d8bc1a16/ScaleUpProportional-1.webp?fallback=%2Fprod%2F2019-05%2Fbagagem-aeroporto-c192726bf481ef044dbe50b8d8bc1a16.jpg%3Fxid%3D106310&xid=106310 600w, Clientes com bagagem de mão precisam obedecer as especificações da Anac para embarcá-la no compartimento de bagagem na área de passageiros do avião

Com o aumento do nível de alerta pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em relação ao risco global do coronavírus, viagens à China só devem ser feitas em casos de extrema necessidade, de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta afirmou na terça (28) que o risco de o vírus chegar ao Brasil é iminente.

O vírus já chegou a pelos menos 16 países: China, Tailândia, Austrália, Singapura, Taiwan, EUA, Japão, Malásia, Coreia do Sul, França, Vietnã, Camboja, Canadá, Alemanha, Nepal e Sri Lanka.

Sem vacinas contra o novo vírus, a principal forma de prevenção contra o coronavírus ainda é adiar viagens à China, segundo o diretor da divisão médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Ralcyon Francis Azevedo Teixeira.

"Se não for possível evitar viajar para a área de risco, é importante tentar ficar longe de pessoas que estejam tossindo, evitar contatos próximos com outras pessoas e lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool gel", diz.

Também é recomendável não levar as mãos à boca, aos olhos e ao nariz. Máscaras do tipo N95 são capazes de proteger as vias respiratórias de aerossóis sólidos, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA.

"É preferível usar em áreas de maior circulação de pessoas. Em locais com menos pessoas, não há necessidade", afirma Teixeira.

A OMS recomenda não tocar na máscara depois de colocá-la no rosto, jogar as máscaras descartáveis fora após o uso e lavar as mãos depois de mexer nelas.

Veja o que se sabe até agora sobre o coronavírus chinês

A alimentação merece atenção especial. Segundo a OMS, há suspeitas de que o surto tenha começado depois que os primeiros infectados visitaram uma feira de peixes e animais vivos na cidade de Wuhan, epicentro da doença.

"Quem viajar para a China deve tomar muito cuidado com a comida. Não sabemos de que animal veio o vírus mutado. Se for comer carne, que ela seja bem passada. Também não é recomendável entrar em contato com animais ou visitar as feiras livres", diz.

A OMS recomenda ainda que quem estiver resfriado ou com febre evite viajar.

Na segunda (27), a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou conselhos para que os aeroportos e países possam evitar que o vírus chegue a seus territórios.

Para os países que já têm casos da doença confirmados, a OMS aconselha a realização de exames nos aeroportos e portos para identificação de casos com sintomas, a triagem em voos domésticos, colocar pessoas que tiveram contato com infectados em observação médica e implementar campanhas de divulgação sobre o coronavírus nos aeroportos e portos, indicando como e onde uma pessoa doente pode procurar ajuda.

Para os países que não têm casos confirmados e que recebem estrangeiros, a recomendação da OMS é fornecer informações sobre o vírus aos passageiros e realizar triagem de temperatura corporal, seguida de exame clínico e laboratoriais para confirmação.

Há, entretanto, ressalvas. As triagens de temperatura corporal por exemplo, não são indicativo preciso da doença e podem ser menos eficazes em países com surtos de gripe, como os EUA. Para evitar falsos positivos e economizar recursos, a organização recomenda triagens em voos diretos das áreas afetadas.

Veja mais:

Na Indonésia, José de Abreu e noiva se dizem assustados com coronavírus

Número de mortos por coronavírus chega a 132 na China

SUGERIMOS PARA VOCÊ: