Deputados se dizem surpresos com veto à verba de combate ao coronavírus

| 03/06/2020, 21:13 21:13 h | Atualizado em 03/06/2020, 21:15

srcset="https://cdn2.tribunaonline.com.br/prod/2020-03/372x236/rodrigo-maia-8bab088cb3004f1e9ad7dd5ef9fbd488/ScaleUpProportional-1.webp?fallback=%2Fprod%2F2020-03%2Frodrigo-maia-8bab088cb3004f1e9ad7dd5ef9fbd488.jpg%3Fxid%3D125315&xid=125315 600w, Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, afirmou nesta quarta-feira (3) que parlamentares se surpreenderam com o veto do presidente Jair Bolsonaro ao uso do saldo remanescente do extinto Fundo de Reservas Monetárias (FRM), de cerca de R$ 8,6 bilhões, para o combate ao novo coronavírus. As informações são da Agência Brasil.

Os recursos seriam usados para ajudar estados e municípios no enfrentamento à pandemia de covid-19. Com o veto, essa verba somente poderá ser usada no pagamento à dívida pública.

"Surpreendeu [o veto] em relação aos R$ 8 bilhões. Cabe ao Parlamento decidir agora [se mantém o veto]. A impressão que eu tive era de que tinha um acordo com o governo para votar a matéria, tanto que eles colocaram uma vinculação com o fim do isolamento", afirmou o congressista.

A proposta foi enviada pelo Senado para sanção presidencial em maio, por meio de uma medida provisória que extinguiu o Fundo de Reservas Monetárias. A medida foi aprovada por votação simbólica na Câmara e por ampla maioria dos senadores.

Para Rodrigo Maia, o governo demorou a sancionar o projeto. No entanto, o auxílio dará um alívio fiscal para governadores e prefeitos quando chegar.

"A informação que recebi hoje é que será disponibilizado [auxílio aos estados e municípios] até 9 de junho. Demorou a sanção, agora é uma questão de fazer o ajuste baseado no que foi aprovado no Congresso e sancionado. Os governadores precisavam retirar as ações que tinham no STF. Essa semana teve 17 ações que foram retiradas, e essa é uma das pré-condições que o governo decidiu", argumentou o deputado.

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