Ufes conquista nota máxima em 10 cursos. Veja a lista

| 21/10/2020, 15:24 15:24 h | Atualizado em 21/10/2020, 15:39

Mesmo com o corte de verbas por parte do governo federal, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) conseguiu emplacar 10 cursos entre as maiores notas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

O desempenho é superior ao resultado divulgado no ano passado pelo Ministério da Educação (MEC), quando somente três cursos da Ufes alcançaram a nota 5.

De acordo com o MEC, atingiram a nota máxima os cursos de Medicina, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Fisioterapia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção e Nutrição (em duas cidades, de Vitória e Alegre).

A secretária de Avaliação Institucional da Ufes, Leila Massaroni, diz que alcançar o resultado diante dos cortes só foi possível porque a instituição mudou seu planejamento para continuar investindo na formação dos alunos.

“Na hora da crise, o planejamento é reavaliado, pois o objetivo principal é a formação de qualidade. Se tiver que deixar de fazer algo que não é esse objetivo, como reduções em outros espaços, a Ufes faz para passar por essa crise, e isso foi feito”, ressaltou.

Ela exemplificou: “Deixamos de ter ar-condicionado para não perder bolsas de estudo na pós-graduação. Os servidores e alunos entenderam esse objetivo na formação como prioridade e vieram juntos nesse movimento”, comentou.

“É uma forma de recompensa”

srcset="https://cdn2.tribunaonline.com.br/prod/2020-10/0x0/aline-nogueira-costa-2342853866a530a4acaa1e4bc820d8f2/ScaleUpProportional-1.webp?fallback=%2Fprod%2F2020-10%2Faline-nogueira-costa-2342853866a530a4acaa1e4bc820d8f2.jpeg%3Fxid%3D146939&xid=146939 600w, Aline Nogueira Costa, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ufes
A coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ufes, Aline Nogueira Costa, disse que a nota 5 que o curso conquistou no Enade foi um reconhecimento do empenho de alunos e professores.

“Esperávamos uma nota boa, mas o 5 veio como uma forma de recompensa. Esse desempenho é graças aos nossos professores, que, como já disse. são muito bem qualificados, e também graças aos nossos alunos que compareceram em 95% para fazer esse exame”.

Na Ufes, também cresceu o número de cursos que atingiram a nota 4. Ano passado, eram sete. Agora, são 13.

“Isso reflete que todo o investimento que temos feito para dar condições a uma melhor qualidade de ensino ao aluno está se mostrando eficiente”, avaliou Leila.

“A metodologia, a formação de docentes, pesquisa, extensão, todos esses investimentos em qualidade têm sido positivos, mesmo num momento de contingenciamento”, afirmou.

Mesmo em um universo de mais de 100 cursos, Leila acredita que o desempenho é bom, mas que a busca será por mais avanços.

“Queremos chegar à excelência. Estamos no caminho certo. Precisamos manter o que é bom, reforçando e qualificando”, disse.

Melhor desempenho na rede pública

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) mostrou que só 6,3% dos cursos de graduação avaliados no Enade 2019 alcançaram conceito 5, nota máxima da avaliação. Desses, aproximadamente 80% são de universidades públicas.

O conceito Enade varia de 1 a 5 e, no ano passado, 391.863 estudantes concluintes do ensino superior fizeram a prova.

Cerca de 35,3% dos 8.368 cursos avaliados na última edição do Enade foram “reprovados”, ou seja, obtiveram conceito 1 ou 2, os mais baixos da avaliação.
A maior parte dos cursos de graduação avaliados, 58,5% deles, pontuam nas faixas 3 e 4.

Entre aqueles de pior pontuação, 377, ou cerca de 90%, eram de instituições privadas de ensino. No lado oposto, dos cursos que receberam a nota mais alta, 417 deles, o que representa 81,4%, eram de instituições públicas de ensino, com maior destaque para as universidades federais (342 cursos com nota 5).

Considerando o total de cursos de instituições privadas, apenas 1,5% dos 6.360 avaliados no Enade obteve conceito 5.

Embora os cursos de educação a distância (EAD) correspondam a apenas 2% do total analisado, é possível ver a diferença em relação à modalidade presencial. Enquanto 51,3% dos 165 cursos de EAD avaliados obtiveram conceito 1 ou 2; no ensino presencial, o índice de cursos com nota 1 e 2 foi 35%.

Diante dos resultados do Enade, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que sua gestão pretende priorizar a promoção de qualidade.

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