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“Vitória será inabitável”, diz especialista

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“Vitória será inabitável”, diz especialista


O climatologista Carlos Nobre afirma que os desastres naturais  aumentaram no Brasil e cenário é preocupante (Foto: Helio Filho/ Secom-ES)
O climatologista Carlos Nobre afirma que os desastres naturais aumentaram no Brasil e cenário é preocupante (Foto: Helio Filho/ Secom-ES)

O climatologista Carlos Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade Federal de São Paulo (IEA-USP) fez um alerta, caso nada seja feito para combater as emissões de poluentes. Para ele, Vitória pode se tornar inabitável.

A Tribuna – Por que Vitória pode se tornar inabitável no futuro?

Carlos Nobre – Porque as mudanças climáticas já chegaram. Se nada for feito, até o final deste século, em algumas horas do dia, Vitória será inabitável.

As pessoas não poderão ficar na rua. Elas terão que ir para ambientes de ar-condicionado, porque nós estaremos acima do limite de temperatura e umidade que o corpo humano aguenta. Isso não é uma coisa futurística, pode ser uma realidade.

Quais as consequências para o Espírito Santo em relação à emissão de poluentes?
O Espírito Santo tem o perfil de emissões alto, mas está na média nacional. O problema é que o Estado tem grande área costeira e pode ter risco do aumento do nível do mar e mais ressacas.

O que fazer para evitar maiores problemas?
Reflorestar é essencial. Também são necessárias políticas públicas para que a sociedade participe, como o Fórum. Nenhum estado ainda estabeleceu em lei a diminuição de emissão de poluentes. O Espírito Santo tem chances de ser o primeiro.

As queimadas na Amazônia podem afetar o Estado?
No primeiro momento, as consequências se concentram mais ao sul da região Sudeste, que é para onde os ventos levam a fumaça. Se as queimadas continuarem e a Amazônia tiver uma grande perda, os impactos podem ser globais, porque a floresta amazônica é um bioma essencial.

Árvores e veículo elétrico para melhorar o clima

O Espírito Santo se comprometeu a buscar alternativas para diminuir os impactos ambientais causados pelas mudanças climáticas através da assinatura do decreto que instituiu o Fórum Capixaba de Mudanças Climáticas.

Entre as medidas que serão discutidas estão o reflorestamento, o investimento em um centro de monitoramento de desastres naturais e o apoio a formas sustentáveis de mobilidade, como veículos elétricos e movidos a biocombustíveis, como o etanol.

O reflorestamento é um dos compromissos do fórum, de acordo com o governador Renato Casagrande. “Temos uma meta de recomposição de floresta aqui no Estado. Estamos discutindo a recomposição de 5 mil hectares na Bacia do Rio Itapemirim. Até o momento já recuperamos 8 mil”, afirmou o governador.

O Estado está investindo na construção do Centro de Gerenciamento de Desastres. “O objetivo é evitar prejuízos à vida e prejuízos materiais por qualquer evento climático extremo, seja estiagem prolongada ou inundações, por exemplo,” afirmou Casagrande.

O diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC), Alfredo Sirkis, afirmou que o Espírito Santo está em 16º lugar na emissão de poluentes no Brasil.

“Isso coloca o Estado em uma posição razoável em relação ao País. Parte das emissões do Estado tem a ver com a extração de petróleo. O Espírito Santo também precisa combater os desmatamentos e mudar o sistema de transporte, utilizando mais biocombustíveis e veículos elétricos”, disse.

O climatologista Carlos Nobre, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade Federal de São Paulo (IEA-USP), fez um alerta.

“As mudanças já chegaram. Não é algo para o futuro, o cenário é preocupante. Os desastres naturais têm aumentado muito no Brasil. O tema foi muito pouco contemplado nos orçamentos dos estados e o Espírito Santo dá um passo à frente ao admitir a urgência do debate. O Fórum é um local adequado para transformar a ciência em política pública”, afirmou.

(Reportagem publicada na edição do jornal A Tribuna de quinta-feira, 12)


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