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Vingadores: O fim do jogo?

Entretenimento

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Vingadores: O fim do jogo?


 (Imagem: Divulgação/Disney)
(Imagem: Divulgação/Disney)

Quando o primeiro trailer de “Vingadores Ultimato” foi divulgado, seu primeiro recorde foi alcançado: 289 milhões de visualizações, superando o filme anterior da franquia, “Vingadores Guerra Infinita”. Não resta dúvida de que tal número serve de termômetro para a chegada do filme, ápice de um planejamento cuidadoso, iniciado há 11 anos. Os 21 filmes da franquia prepararam o público para este momento, incluindo quem nunca leu um quadrinho.

Os heróis Marvel já vinham colecionando bons momentos nos cinemas desde o início dos anos 2000, com o sucesso do “Homem Aranha”, de Sam Raimi, pela Sony, e dos “X Men”, pela Fox. Mas criar um universo compartilhado, subdividido em fases, ao longo de todo esse tempo, foi uma aposta audaciosa dos estúdios Marvel. A cada cena pós-crédito o público vibrava com os desdobramentos que se seguiram a partir de “Homem de Ferro”, de 2008 – que, inclusive, reascendeu a carreira de Robert Downey Jr, hoje figura central nas aventuras dos Vingadores.

O primeiro filme da equipe, chamada, nos quadrinhos, de “os maiores heróis do mundo”, chegou às telas em 2012, depois de filmes solos bem-sucedidos com Thor, Capitão América e Homem de Ferro. Assim como aconteceu quando Stan Lee, ao longo da década de 1960, inovou na nona arte, lançando esses personagens e, depois, os reunindo em uma equipe de pesos pesados para enfrentar a ameaça de Loki, o irmão de Thor.

O grande vilão Thanos só viria a surgir em 1973, criado, não por Lee, mas pelo autor norte-americano Jim Starlin, que o concebeu como um personagem menor na revista “Iron Man” #55. Starlin desenvolveu as origens e motivações de Thanos ao longo dos anos seguintes confrontando-o com outros heróis como “Homem Aranha”, “Quarteto Fantástico” e “Capitão Marvel” até, finalmente, envolver os Vingadores. Nos quadrinhos, a derrota de Thanos veio pelas mãos de Adam Warlock, um ser artificial criado por cientistas renegados.

No cinema, Thanos ficou um longo tempo como um observador oculto nos bastidores, tramando se apoderar das jóias do infinito. Joss Whedon dirigiu o primeiro filme dos Vingadores e sua sequência, “Vingadores: A Era de Ultron”, de 2015, em que os heróis enfrentam o robô Ultron, criado nos quadrinhos em 1968, por Roy Thomas e John Buscema. O vilão foi uma experiência frankensteiniana do Dr. Hank Pym, mergulhado em Complexo de Édipo. No filme, no entanto, essa essência se perdeu, e o personagem foi resumido a uma criação mal-sucedida de Tony Stark.

Nesse meio tempo, a Marvel teve seus altos e baixos. Aproveitou bem personagens menos conhecidos, como os “Guardiões da Galáxia” (2014 e 2017) e o “Homem Formiga” (2015 e 2018), cada qual com características próprias funcionando perfeitamente, vistos isolados ou como parte de um plano maior. Mas, mesmo com sucesso comercial, nem tudo funcionou com perfeição na passagem das HQs para as telas. O vilão Mandarim foi mal aproveitado em “Homem de Ferro 3” (2012), e o Hulk foi reduzido a coadjuvante de luxo nos filmes, sem protagonizar uma aventura solo à altura de décadas de excelentes histórias, apesar de duas tentativas, em 2003 e 2008.

Contrabalançando tudo, os resultados foram triunfantes em “Capitão América Soldado Invernal” (2014) e “Capitão América Guerra Civil” (2016), flertando com tramas conspiratórias e de espionagem que mostram que o gênero podia ter um conteúdo além da simplória luta entre o bem e o mal. Os filmes da Marvel acertaram em buscar representatividade e lançaram “Pantera Negra” (2018) e “Capitã Marvel” (2019), explorando valores que já eram diferenciais quando Stan Lee deu vida a todo um universo com talentos do quilate de Jack Kirby, John Buscema, Jim Steranko, Roy Thomas, Len Wein, Don Heck, Steve Englehart, Steve Dikto entre outros.

O produtor Kevin Fiege, o homem forte do estúdio, conseguiu trazer o Homem Aranha para os filmes compartilhados. Fez do “Dr. Estranho” (2017) um sucesso, explorando elementos místicos em um contexto em que a linguagem da ficção cientifica trata de universos, dimensões paralelas e alienígenas. Personagens como Nick Fury (Samuel L.Jackson), Viúva Negra (Scarlett Johanson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e outros tornaram-se conhecidos pelo público em geral, não apenas pelos aficionados, e, hoje, muitos se importam com o destino desses personagens.

Com “Guerra Infinita”, no ano passado, a Marvel reuniu um elenco de mais de 30 personagens desfilando pela tela em uma história apocalíptica. Resta saber como os heróis sobreviventes reagirão ao estalar de dedos que, há um ano, vem criando uma gigantesca expectativa e fazendo fãs evitarem spoilers com o mesmo empenho com o qual vêm acompanhando passo a passo a jornada desses heróis, uma verdadeira odisseia que se transformou em objeto de adoração e culto na cultura pop.

Os Vingadores são ícones de uma moderna mitologia, que começou quando Stan Lee – imaginamos – disse algo como “tenho uma ideia”. Assim se fez a luz. Com papel e nanquim e, agora, em cenas digitais de um jogo que não chega exatamente a um fim, mas a um novo começo.


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