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Vídeo: enfermeiro agride paciente em unidade de saúde

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Vídeo: enfermeiro agride paciente em unidade de saúde


Um enfermeiro foi filmado agredindo um paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina, norte do Paraná, na noite deste domingo (18). O vídeo foi gravado por outra paciente. Nas imagens, é possível ver o enfermeiro dando um tapa no rosto do paciente, que estava com braço enfaixado.

"É isso que você quer?", diz o funcionário depois da agressão. "Ele veio me agredindo desde lá de cima e ninguém fala nada. Estava dentro da sala catando as coisas lá, folgado", continua.

Depois, a gravação prossegue na porta de uma sala, momento em que a autora do vídeo relata que o paciente continua sendo agredido. "Gente, estão espancando ele lá dentro. Não pode fazer isso. (...) Bateu a cabeça dele mesmo, deu para escutar daqui de fora", diz a mulher.

De uma fresta da porta, é possível ver dois funcionários da UPA e ouvir gritos do paciente. Rafael Moraes, advogado da vítima, afirmou que o rapaz está com medo de represálias e pediu que fosse identificado apenas pelo primeiro nome, Leonardo.

Assista: 

Segundo Moraes, o paciente é servente de pedreiro e quebrou o braço quando caiu da uma escada. Ele foi atendido pelos médicos da UPA e depois foi orientado por uma atendente a procurar uma sala em que seriam oferecidos remédios gratuitos para amenizar a dor.

"Ele foi até o segundo andar da unidade para procurar a sala, mas não encontrou. Mas nas escadas foi abordado pelo enfermeiro já de forma truculenta. Ele o empurrou para o primeiro andar, onde ocorreram os fatos gravados no vídeo", disse o advogado.

De acordo com o defensor, Leonardo ficou na sala que aparece na gravação com o enfermeiro e outro funcionário da UPA por 30 minutos sofrendo mais agressões. "Ele passou por uma cirurgia na cabeça há pouco tempo e batiam a cabeça dele na parede bem no local", afirmou.

Moraes conta ainda que os pacientes que aguardavam atendimento chamaram a Guarda Municipal que contornou a situação. Só nesta segunda-feira (19), então, Leonardo foi orientado a fazer um boletim de ocorrência e foi submetido a um exame de corpo de delito.

Segundo ele, o funcionário da UPA alega que o paciente estava furtando objetos das salas. "É muito triste. Ainda que houvesse de fato acontecido o que o enfermeiro disse, colocá-lo numa sala e torturá-lo não é aceitável no século que nós estamos vivendo", disse o advogado.

A Folha tentou contato com a UPA, mas foi informada que ninguém do local falaria sobre o caso. Na delegacia onde foram registrados os boletins de ocorrência, tanto por parte de Leonardo quanto do enfermeiro, ninguém atendeu às ligações. A reportagem aguarda retorno de contato com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

A prefeitura de Londrina informou que afastou o servidor e instaurou procedimento administrativo para apurar o caso e possíveis responsabilizações. Já nesta segunda, alguns funcionários da UPA já foram ouvidos e outras informações estão sendo levantadas.

Em uma rede social, o prefeito da cidade Marcelo Belinati afirmou que, independentemente do que tenha ocorrido, "nada justifica uso de violência". "É inadmissível que, entre tantos valorosos servidores, tenha alguém que extrapole de suas funções para agredir alguém", disse.


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