Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

Venom: um filme que segue a conhecida fórmula Marvel

 (Foto: Divulgação)
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Todo mundo quer um herói para chamar de seu. Quando falo isso, me refiro às crianças e aos estúdios. O gênero há muito se consolidou como uma das principais garantias de lucro no mercado, principalmente se for algum personagem da Marvel Comic. Talvez tenha sido isto que levou à aposta em Venom para protagonista de um longa-metragem, o que soa estranho inicialmente, afinal muitos o percebem como o vilão de várias histórias das HQs. Mas, fora o espanto inicial, o que falar sobre o filme? É até divertido, mesmo não sendo tão bom, e seguiu à risca a fórmula já conhecida. 

Adversário do Homem-aranha, Venom ganhou um filme próprio como resultado da longa negociação entre a Marvel e a Sony, a qual havia adquirido vários personagens da editora há décadas. Como chegaram a um acordo, a empresa japonesa decidiu aproveitar tudo que podia, afinal a americana foi comprada pela Disney e ganhou peso quando o assunto é barganhar direitos sobre suas próprias criações.

 (Foto: Divulgação)
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A ideia inicial era que Venom compartilhasse o mesmo universo de Peter Parker. Porém, depois foi informado que aquele seria um filme independente. Produzido pela Columbia Pictures, escolheram um elenco de peso para a empreitada, com Tom Hardy (Mad Max: a estrada da fúria) como protagonista e ainda Michelle Williams (Oz) e Riz Ahmed (Rouge One: uma história Star Wars)

Hardy realmente supreeende ao perder a marra de antigos personagens e interpretar um Eddie Brock em versão humana e íntegra, se assemelhando muito ao perfil do próprio Parker. Sua relação com o simbionte, forma de vida extraterrestre que usa humanos como hospedeiros, é construída como uma parceria entre dois amigos, leve e engraçada. Levou o cinema aos risos várias vezes.  

O roteiro tem falhas, como o descompasso de tempo que faz uma hospedeira de um dos simbiontes caminhar durante seis meses, mas foi bem constrúido dentro da fôrmula Marvel. Humanizaram o vilão, o tornaram um anti-heroi moderno, que tem piedade, prima por romantismo e é cheio de piadas. Não há nada de inovador, mas também nada que desagrade muito e te faça deixar pela metade. Pisaram em terreno seguro, já que a escolha do personagem para protagonista já foi surpreeende quando anunciado, em 2017. 

 (Foto: Divulgação)
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Sem grandes expectativas e até visto com desconfiança ou mesmo oportunismo comercial, Venom é um filme até bem divertido, para falar a verdade. Faz passar o tempo. Ainda mais depois de uma entressafra, pós-verão americano, no qual poucas obras de entretenimento com apelo chegaram ao País. 

Aviso: são duas cenas pós-créditos e uma delas é realmente muito boa.