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Universidade pública e indignação com os cortes
Tribuna Livre

Universidade pública e indignação com os cortes

O que a universidade pública tem a ver com você, leitor, e com você, leitora? Vamos refletir sobre isso? Por que a educação superior pública é importante na vida de cada um de nós? E por que é fundamental que cada cidadão e cidadã defendam as instituições federais de ensino? Vamos conversar sobre algumas respostas.

As multidões que estão indo às ruas mostrar sua indignação com os cortes orçamentários compreendem que a educação está relacionada ao futuro do nosso estado e do país e evidenciam o sentimento de inconformismo com a trágica tentativa de se desmontar o sistema educacional público no Brasil.

A universidade pública é responsável por 95% da produção científica e tecnológica do país. Neste momento, mais de 1,3 milhão de pessoas estão estudando em cursos de graduação da rede federal de ensino superior. Na Ufes, são 21 mil em 103 cursos de graduação presencial e nove na modalidade a distância. São 93 cursos de mestrado e doutorado. A Universidade responde por 76% dos programas de pós-graduação do estado – 90% dos doutorados – e anualmente abre 1,2 mil novas vagas, e está associada a 130 instituições estrangeiras de ensino e pesquisa, promovendo mobilidade acadêmica internacional.

A Ufes é uma universidade viva, presente no dia a dia dos capixabas e dos brasileiros, que respeita a diversidade e que promove a inclusão social e a cidadania – metade de seus estudantes possui renda per capita entre meio e um salário mínimo.

Nossos restaurantes universitários servem mais de 830 mil refeições por ano, atendendo a estudantes assistidos com isenção. Entretanto, os cortes orçamentários na educação comprometem os avanços alcançados.

Nossos campi universitários recebem milhares de visitantes que buscam serviços oferecidos na biblioteca – a maior do estado –, nas galerias de arte, nos museus, no cinema, no teatro, no planetário; em mostras, feiras, exposições, seminários, congressos e múltiplos eventos acadêmicos e culturais. Os pesquisadores apresentam excelentes resultados – são 6,9 mil artigos indexados à plataforma Scopus –, o que torna a Ufes uma referência mundial em ciência e tecnologia. É a instituição latino-americana Top-39 em produção de pesquisas e, no Ranking Universitário da Folha de S. Paulo 2018, é a 26ª entre as 196 maiores universidades brasileiras, públicas e privadas.

A Ufes está presente em todos os municípios capixabas com 850 projetos de extensão, levando para as comunidades o seu conhecimento, e contemplando mais de 2 milhões de pessoas. O Hospital Universitário – o principal da rede pública do estado –, além de pesquisas de ponta na área de saúde, realizou dez mil internações em 2018, seis mil cirurgias, 200 mil consultas ambulatoriais e 15 mil atendimentos de urgência.

Como é possível constatar, o excelente desempenho acadêmico da Ufes reafirma a imensa potencialidade da universidade pública e sua importância fundamental para a sociedade. Seus resultados respondem, positivamente, a todas as questões que assinalamos no início deste artigo.

Mas a pergunta para a qual gostaríamos de ter respostas do atual governo é: a quem interessa o desmonte desse patrimônio público? Um valioso patrimônio que não pertence a governos, mas que é um projeto do Estado brasileiro.

Ethel Maciel é vice-reitora da Ufes.

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