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Uma nova maneira de pensar a economia
Tribuna Livre

Uma nova maneira de pensar a economia

Muito se fala em novas economias e formas de empreender. De fato, o momento em que vivemos a todo o instante passa por mudanças e exige que nós acompanhemos essa oscilação. Adaptar-se e trazer novas ideias é fundamental para se destacar no mercado e evoluir.

A fluxonomia 4D, criada pela futurista Lala Deheinzelin, se encaixa perfeitamente nisso: é o mapeamento das dimensões e negócios a fim de unir esforços e compartilhar recursos, coordenando de modo a criar fluxos que movimentem ideias e gerem retorno para além do financeiro.

Vivemos sob um modelo centralizado, isto é, funciona pelo comando e pelo controle, baseado no consumo. Enquanto a fluxonomia corre por outra instância, sob um modelo exponencial, em que há trabalho distribuído, baseado na confiança e na reciprocidade do sistema. Isso tem a ver com o compromisso, que é o que já temos, mas que só funciona se há uma mudança de estado.

Somos desde muito pequenos orientados a olhar para tudo aquilo que é tangível, que é palpável.

A economia criativa redireciona para que pensemos mais naquilo que é intangível, que são o conhecimento, as ideias e a capacidade inventiva.

Isso de forma a unir esses aspectos para que tenhamos um produto com um valor econômico pertencente a essa nova economia. É basear-se no simbólico, no singular, fugindo da economia convencional.

Em nosso País, os principais setores que têm como principal matéria-prima a criatividade e o capital intelectual são os de Expressões Culturais, Artes Cênicas, Artes Visuais, Música, Filme e Vídeo, TV e Rádio, Mercado Editorial, Software e Computação, Arquitetura, Design, Moda, Publicidade, Pesquisa & Desenvolvimento e Biotecnologia.

Não podemos deixar de citar as mídias sociais e os produtores de conteúdo. Esses são um dos maiores exemplos de percepção da demanda de entretenimento atual da sociedade e de criatividade.

Esse “novo” pensar proposto pela Fluxonomia 4D gira em torno de quatro economias, sendo estas: a economia compartilhada, a colaborativa, a criativa e a multi moedas.

A primeira diz respeito à infraestrutura e ao compartilhamento de espaços e materiais. A segunda, colaborativa, está ligada ao modelo de gestão e pensamento de que só é possível ganhar escalas com cada um fazendo sua parte.

A economia criativa é todo o conhecimento adquirido. Já a financeira é, na verdade, a economia de multi moedas, em que não se considera apenas o valor, mas o valor 4D que está atrelado às coisas. Ou seja, considerando os aspectos colaborativo, culturais, compartilháveis e de multivalor.

Entretanto, sair da economia do consumo para a economia do bem comum é o grande desafio.
A fluxonomia 4D trata-se da economia do cuidar, saindo do tangível para o intangível. O possuir, dessa forma, passa a ser usufruído. É um modelo que sai da competição e passa para a colaboração.

Acompanhar esse fluxo e essa dinâmica da sociedade estabelecendo parâmetros medidores para além daqueles que já conhecemos é um dos passos da fluxonomia. É pensar de maneira futurista no mercado e na sociedade atual.

Quando esses fatores são percebidos, quando são medidos valores além do monetário, aí sim estamos de fato vendo o fluxo. As perguntas que devem ser feitas são: que recurso social ou cultural tenho comigo? Como atribuir valor? Como isso pode contribuir para a sociedade?

Sandra Mara Selleste é especialista em economia criativa.

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