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Um mês após Draft da NBA, Didi faz balanço de mudanças na carreira

Esportes

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Um mês após Draft da NBA, Didi faz balanço de mudanças na carreira


Há exatos um mês e um dia, a vida do capixaba Didi Louzada ascendeu da forma como todo jogador de basquete sonha. Foi no dia 20 de junho que ele teve seu nome escolhido no Draft da NBA, evento em que os times da liga americana selecionam novos talentos para seu elenco.

Capixaba Didi Louzada foi a 35ª escolha do Draft da NBA, selecionado pelo New Orleans Pelicans (Foto: Thiago Coutinho/AT)
Capixaba Didi Louzada foi a 35ª escolha do Draft da NBA, selecionado pelo New Orleans Pelicans (Foto: Thiago Coutinho/AT)
Em Nova Iorque, o ala vice-campeão do último NBB pelo Franca Basquete/SP mal podia acreditar que ali passava a fazer parte do New Orleans Pelicans, sendo escolhido na 35ª posição.

Desde então, a vida do garoto de 20 anos, só vem mudando. Destaque na Summer League (torneios em que os calouros são testados e jogadores buscam contrato com as equipes), ele acabou sendo “emprestado” ao Sydney Kings, da Austrália, onde atuará após o Mundial de basquete com a seleção brasileira.

Neste sábado (20), Didi esteve em Vila Velha, onde inverteu os papéis e foi “treinador por um dia” do Jaraguá Cachoeiro, equipe em que atua Nilson Batistin, seu primeiro treinador na Liga Urbana Social de Basquete (Lusb), em Cachoeiro de Itapemirim. E aproveitou a oportunidade para comentar sobre o momento de mudanças na promissora carreira.

Tribuna Online — Já dá para mensurar o quanto a sua vida mudou desde o Draft?
Didi Louzada — Aconteceu muita coisa para mim em pouco tempo. Tenho 20 anos e nesse um mês do Draft para cá, já mudou muita coisa. Estou me acostumando um pouco ainda, mas tenho certeza que vou me adaptar muito rápido.

Como está lidando com esse assédio maior, principalmente nas redes sociais?
Sim, cresceu bastante, principalmente no Instagram e Twitter, são as duas redes sociais que eu mais uso e percebi. Estou bem tranquilo quanto a isso, esse é o preço da fama. Mas eu não penso muito nessas coisas, sou bem tranquilo em relação a esse assédio.

A ficha já caiu em relação a tudo isso?
Depois que eu joguei na Summer League… na verdade ainda não tinha caído, depois que acabou é que caiu a ficha de que eu estava na NBA. Estou muito feliz com isso, mostra o trabalho que eu fiz nos anos que tive em Franca e na Lusb também.

Didi, com a camisa 7, teve boas atuações na NBA Summer League pelos Pelicans (Foto: Reprodução/Instagram @didi)
Didi, com a camisa 7, teve boas atuações na NBA Summer League pelos Pelicans (Foto: Reprodução/Instagram @didi)
Esperava ter boas atuações logo de cara na Summer League?
Foi um campeonato curto em que eu pude mostrar o meu jogo, fiquei de fora apenas de dois jogos — tive que aguardar a troca oficial acontecer. Mas foi um impacto grande que eu causei. Nos treinos individuais eu já vinha bem focado, me ajudaram muito a chegar lá e fazer o meu jogo.

Como foi o convívio com o Zion Williamson, escolha número 1 do draft? Ele fez elogios ao seu jogo…
Eu nunca imaginava que iria receber elogios do Zion. Ele é um jogador essencial, foi o primeiro do Draft, um dos melhores jogadores dessa classe de 2019. Fico muito feliz com isso. O pouco que deu para conversar com ele, pude perceber que é um cara gente boa. Acho que no ano que vem vocês podem esperar muita coisa de nós dois.

O que espera da ida para o Sydney Kings?
Eu sentei junto com o meu empresário, o Aylton (Tesch) e o (David) Griffin, general manager do Pelicans, conversamos e entramos em um acordo. Essa ida para a Austrália vai ser importante para eu desenvolver o meu jogo, para volta para a NBA mais maduro e também desenvolver o inglês, que eu já venho estudando um pouco.

Você vai jogar com o pivô Andrew Bogut, que já foi campeão da NBA. Está animado?
É um cara bem experiente, acho que ele tem muita coisa para me passar e o que eu precisar, vou perguntar a ele. Quando assinei com o Sydney, ele me passou uma mensagem, disse que estava ansioso para jogar comigo. Mal posso esperar para estar em quadra com ele.

Você está na lista da seleção brasileira para o Mundial de basquete (três jogadores serão cortados). Sente que já tem vaga assegurada na equipe?
Acho que não tem nada garantido. Tenho que mostrar porque estou na seleção, então todo dia vou ter que trabalhar duro. Sendo jogador jovem ou não, temos que trabalhar duro para conquistar o nosso espaço, então vou fazer de tudo para isso. Na verdade, ninguém tem vaga garantida. Tem que mostrar potencial nos treinos e nos amistosos que vamos ter.

O que dá para esperar da seleção nesse Mundial?
Tenho certeza que a nossa seleção vai estar bem entrosada. É um grupo que, das outras vezes que estive na seleção, passa bastante experiência para os jogadores mais novos — no caso, eu e o Yago. Acho que vamos muito bem na Copa do Mundo, tenho certeza que vamos trazer felicidade para o torcedor brasileiro e quem torce para o esporte.

Ex-jogador de Franca Basquete/SP, Didi começou a jogar em projeto social na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (Foto: Thiago Coutinho/AT)
Ex-jogador de Franca Basquete/SP, Didi começou a jogar em projeto social na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (Foto: Thiago Coutinho/AT)
Já está adaptado à seleção brasileira adulta?
Já estou bem tranquilo. Quando fui convocado da primeira vez, no primeiro jogo que eu entrei estava um pouco nervoso. Mas agora já me adaptei, estou bem melhor agora. No que a seleção precisar de mim, vou estar pronto para ajudar.

No futebol, o atacante capixaba Richarlison passou a se destacar pela Seleção Brasileira e sempre mostrou um vínculo muito forte com a cidade dele (Nova Venécia). Você também mantém essa relação próxima com sua cidade natal?
Essa relação com Cachoeiro sempre vai estar presente. Eu só estou aqui hoje, só cheguei na NBA pelo que a Lusb me agregou, me ensinou na modalidade. Nunca vou esquecer Cachoeiro nem a Lusb, sempre estarão comigo onde eu estiver.

Você esteve na Lusb na última sexta-feira (19). Como foi voltar aonde tudo começou, agora como atleta de NBA?
É sempre bom voltar aonde eu saí. Foi ali onde tudo começou, o meu amor pelo esporte também. Agradeço muito à Lusb por ter me agregado, quando eu não estava em casa, estava na Lusb treinando ou jogando. Eu fico bem feliz com isso. E no que o projeto precisar de mim eu vou ajudar. É um projeto que eu gosto bastante, então quero ver muitos jogadores saindo lá de Cachoeiro e com o mesmo destino que o meu.

No basquete capixaba, quem você vê como potenciais promessas para seguir o mesmo caminho que você?
Tem um amigo meu que eu gosto bastante, o Pedro Nunes. Agora ele fechou contrato com o Flamengo, e tenho certeza que ele pode chegar na NBA também. Ele tem o potencial enorme, agora tem um novo desafio na carreira, que é jogar o primeiro campeonato adulto. Estou torcendo muito por ele, acho que ele irá muito bem no NBB.

Pé-quente como treinador

Didi Louzada, literalmente, inverteu de papéis na tarde deste sábado com alguém que teve extrema importância na carreira dele. Em Vila Velha, o segundo capixaba a ser draftado por um time da NBA assumiu a prancheta e foi “treinador por um dia” do Jaraguá Cachoeiro, time em que atua Nilson Batistin, seu primeiro treinador. E o craque foi pé-quente.

Didi, de prancheta na mão, foi técnico por um dia neste sábado (20) (Foto: Felipe Pacheco)
Didi, de prancheta na mão, foi técnico por um dia neste sábado (20) (Foto: Felipe Pacheco)
Com Didi no comando, o time derrotou o Vila Nova Red's por 58 a 30, pela Liga Vilavelhense de Basquete. O jovem usou a prancheta, desenhou jogada, mas garantiu que é melhor estar do lado de dentro da quadra.

“Experiência boa, é difícil ser treinador, é melhor jogar. (risos) Tem que ter muita paciência, mas não vou dar esporro não porque ele (Nilson) está indo bem”, brincou Didi.

Nilson Batistin foi quem descobriu o ala para o basquete, no projeto Liga Urbana Social de Basquete (Lusb). De lá, Didi saiu para as categorias de base do Franca Basquete/SP, onde estourou de vez nos últimos dois anos. O professor, que ontem foi jogador, garante que não faltaram puxões de orelha para ajudar na evolução de Didi.

“Ele está aí para contar. Eu sempre fui muito rígido em questão disciplinar e nas questões do jogo. A sorte do Didi é que ele tomava poucas broncas porque errava muito menos que os outros”, comentou Batistin, que ontem teve sua “revanche”:

“Essa brincadeira é para ele sentir um pouco do que fazia na época que jogava comigo”, completou.


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