Um bilhão de pessoas no mundo têm alergia ao sol

Por Luciana Pimentel

 (Foto: Acervo pessoal)
(Foto: Acervo pessoal)
Bolinhas vermelhas, intensa coceira e a impressão de que sofreu uma queimadura. Esses são alguns indicativos da alergia ao sol, que hoje atinge mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. E por ser facilmente confundida com uma alergia comum –a roupas ou sabonete, por exemplo – muitas pessoas nem sabem que têm a doença e acabam não se cuidando.

Membro da Academia Brasileira de Dermatologia (ABD) e da Sociedade Brasileira de Laser(SBL), a médica Patrícia Friço explicou que os locais onde a alergia mais aparece são peito, braços e pernas e esses sintomas podem surgir até 12 horas após a exposição ao sol.

“A alergia ao sol pode se manifestar em pessoas de qualquer idade. Porém, devido à genética da pele, ela é mais comum em pessoas de pele clara, com uma maior incidência em mulheres. Idosos e crianças não são os mais suscetíveis, mas por terem peles mais finas e sensíveis, podem ser afetados”, lembrou.

Patrícia Friço destacou que os sintomas da alergia ao sol costumam desaparecer sozinhos, então algumas pessoas não se preocupam em ir a um especialista e verificar a condição. Mas alertou queao menor sinal desses sintomas, é importante procurar um médico para avaliar se o caso é grave ou não.

 (Arte: Léo Rangel)
(Arte: Léo Rangel)
“O diagnóstico é feito através da análise clínica da pele, mas quando não fica totalmente esclarecido, alguns testes podem ser solicitados, como o teste de luz ultravioleta (UV), teste para identificar manchas causadas pela luz solar, exames de sangue e análise de amostras da pele”, ressaltou.

A dermatologista salientou ainda que, se não for tratada, a alergia ao sol evolui e pode ocasionar prurido e lesões na pele do paciente, manchas e o desenvolvimento de lesões ainda mais intensas com o passar do tempo, além de deixar manchas e cicatrizes na pele.

Na maioria dos casos, de acordo com Patrícia Friço, o melhor tratamento para a alergia ao sol é a prevenção. Para isso, é importante que o paciente não se exponha à luz solar entre 10 e 16 horas e evite permanecer muito tempo no sol.

“Usar óculos escuros e roupas protetoras, preferencialmente que contenham bloqueadores de raios UV em sua composição, e protetor solar são fundamentais. Em casos mais graves da alergia, alguns remédios podem ser prescritos, além de fototerapia”, indicou a especialista.