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Troca de parceiro e corrida contra o tempo marcam classificação olímpica de Alison

Esportes

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Troca de parceiro e corrida contra o tempo marcam classificação olímpica de Alison


Alvinho e Alison: dupla vai jogar a Olimpíada de Tóquio/2020 (Foto: FIVB)
Alvinho e Alison: dupla vai jogar a Olimpíada de Tóquio/2020 (Foto: FIVB)
A jornada para participar de sua terceira Olimpíada não foi fácil para o capixaba Alison Cerutti, 33 anos, medalhista de prata em Londres/2012 e de ouro no Rio/2016. Depois de iniciar o ciclo com André Stein e trocar de parceiro com a corrida olímpica já em andamento, o Mamute correu contra o tempo e, ao lado paraibano Álvaro Filho, confirmou nesta quarta-feira (16) a vaga para Tóquio/2020.

A classificação veio após a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) divulgar o calendário 2019/2020 do Circuito Mundial. Líderes da corrida olímpica da CBV, com 5.600 pontos, Alison e Álvaro não podem mais ser alcançados, assim como Evandro e Bruno Schmidt, com 5.500 pontos, que ficaram com a segunda vaga.

Juntos há apenas seis meses, Alison e Álvaro Filho precisaram de muito esforço dar um salto no ranking. Com a vaga na mão, o Mamute vai buscar sua terceira medalha olímpica, algo que apenas o baiano Ricardo e o paranaense Emanuel têm no currículo.

A TRIBUNA — Como receberam essa confirmação da vaga em Tóquio/2020?
ALISON —
Recebi a notícia muito feliz com esse momento, indo para a minha terceira Olimpíada. Passa um filme na cabeça, lembrando daquele menino que acompanhava os Jogos Olímpicos pela TV e, hoje, podendo se manter ainda entre os melhores do mundo.

Quais as principais dificuldades deste ciclo olímpico?
Torneio após torneio. Meu time com o Álvaro começou em abril e a corrida olímpica já tinha começado. Então movimentamos o mundo para isso acontecer e o Álvaro abraçou a ideia, veio para o Espírito Santo treinar com nossa equipe campeã olímpica. Ele é um cara fenomenal.

Qual foi estratégia para subir rapidamente no ranking?
Foi viver a cada dia como se fosse o último. Em seis meses de parceria, a gente só treinou quatro semanas. Convivemos muito na base da conversa e do entrosamento de estudar e encaixar nossos jogos, o estilo dele com o meu. A gente foi se conhecendo a cada ponto e a cada set. Foi com muita força de vontade e superação.

O Brasil vai a Tóquio como um dos favoritos?
Vôlei de praia hoje não é só Brasil e Estados Unidos. O time número 1 do ranking hoje é a Noruega (Anders Mol/Christian Sorum), o campeão do mundo é a Rússia (Viacheslav Krasilnikov e Oleg Stoyanovskiy), o terceiro é o Brasil (Alison e Álvaro). No top 10, são vários times que dominam o Circuito Mundial. Então, não vejo só o Brasil como favorito. Mas Olimpíada é Olimpíada, tem muitos favoritos que ficam pelo caminho e outros que não são conseguem chegar ao pódio. Então, a gente tem que se preparar bem para os 23 adversários.

Você pode igualar Ricardo e Emanuel se conquistar a terceira medalha olímpica...
Com relação a igualar os meus recordes com Ricardo e Emanuel, isso, sinceramente, não está na minha cabeça. Ricardo e Emanuel são ícones no esporte e parceiros mesmo. Ricardo é um grande amigo e é até "padrinho" desse time, inclusive me ajudou a fechar com Álvaro. Não vai existir outra dupla como Ricardo e Emanuel. Pretendo jogar vários ciclos olímpicos e tentar fazer o meu melhor e evoluir. Consegui fazer isso Emanuel (Londres/2012), com Bruno (Rio/2016) e, agora, com Álvaro. Não penso em igualar recordes, mas em representar bem o meu País e me preparar bem para isso.

Restam 10 meses até Tóquio/2020. Como será o planejamento de treinos e competições até as Olimpía

Álvaro Filho e Alison treinam em Vila Velha, com o técnico Leandro Brachola (Foto: Felipe Pacheco)
Álvaro Filho e Alison treinam em Vila Velha, com o técnico Leandro Brachola (Foto: Felipe Pacheco)
das?
Nossa base continua a mesma, em Vila Velha. Eu moro em Vitória e o Álvaro já mora em Vila Velha. E nossa comissão técnica é daqui do Estado. Confio de olhos fechados na minha comissão técnica e ela vai decidir quais torneios vamos jogar.

Como imagina que será uma Olimpíada no Japão?
Já joguei no Japão. Em 2015, fui campeão em uma etapa. Neste ano, também teve uma etapa lá e ficamos em quarto. Estivemos lá há dois meses e está 90% pronto para receber os Jogos. É um país referência, que dispensa comentários, e tem um povo muito educado que gosta de esportes. Imagino que as Olimpíadas serão maravilhosas e que o país está mais que preparado para receber.


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