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Trio suspeito de estelionato é preso pela Polícia Civil no sul do Estado

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Trio suspeito de estelionato é preso pela Polícia Civil no sul do Estado


Máquinas de cartão e equipamentos foram apreendidos pela polícia (Foto: Divulgação / PCES)
Máquinas de cartão e equipamentos foram apreendidos pela polícia (Foto: Divulgação / PCES)

A equipe da Delegacia de Polícia (DP) de Rio Novo do Sul, com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) de Cachoeiro de Itapemirim, autuou em flagrante, nessa quarta-feira (18), três suspeitos de integrarem uma associação criminosa que praticava estelionatos em toda a região sul do Espírito Santo.

Cleiber Costalonga, de 39 anos, e João Paulo Gonçalves Santos, de 23 anos, foram presos na residência utilizada como base da associação, em Cachoeiro de Itapemirim. Já Luiz Claudio Vigna, de 34 anos, foi preso em sua residência no município de Anchieta. Além das prisões, foram apreendidos diversos materiais utilizados para a realização dos crimes.

O titular da DP de Rio Novo do Sul, delegado Rafael Amaral, informou que os crimes aconteciam seguindo o mesmo padrão. Inicialmente, um membro ligava para o telefone residencial da vítima informando ser funcionário de uma seguradora de banco e a perguntava sobre uma possível compra que a vítima havia efetuado no cartão de crédito.

“Após informar sobre essa possível compra, o criminoso dizia para a vítima entrar em contato com o banco pelo número 0800 registrado na parte de trás do cartão e estornar o dinheiro. A vítima, então, desligava o telefone para ligar ao banco, mas o criminoso não desligava a chamada, o que travava o telefone da vítima e a impedia de ligar realmente para a central do banco”, explicou Amaral.

De acordo com o delegado, pensando ter ligado para o banco, a vítima fornecia ao interlocutor todos os dados pessoais. Por fim, os criminosos convenciam as vítimas a entregarem os cartões de crédito para um motoboy, pois os cartões precisariam passar por uma perícia, tanto do banco, quanto da Polícia Civil.

“Hoje, nós temos o registro de 12 vítimas que começaram a denunciar os crimes no primeiro semestre deste ano e iniciaram nossas investigações. Das vítimas, uma é de Iconha, duas de Vitória, duas de Rio Novo do Sul e cinco são de Cachoeiro de Itapemirim. Estima-se que os prejuízos das vítimas ultrapassaram a quantia de R$ 100 mil”, relatou.

Nas residências, foi apreendida uma das motos utilizadas pela quadrilha para recolher os cartões de créditos nas casas das vítimas, uma carta manuscrita por uma das vítimas endereçada a um suposto inspetor da polícia que estaria investigando o grupo, juntamente com a central do banco, além de três munições de arma de fogo, 19 máquinas de cartão de crédito, diferentes documentos de outras pessoas e diversos comprovantes de compras realizadas pelos cartões de crédito das vítimas.

Ainda segundo o delegado, investigações continuam sendo realizadas a fim de localizarem os demais membros da associação criminosa e de identificarem outras possíveis vítimas.

Os três suspeitos vão responder pelos crimes de associação criminosa, receptação e posse de munição de arma de fogo. Eles foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim.


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