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Torcedora é agredida durante transmissão de jogo em bar de Jardim da Penha


Torcedora foi agredida com garrafa de cerveja (Foto: Patricia Maciel)
Torcedora foi agredida com garrafa de cerveja (Foto: Patricia Maciel)

Um homem quebrou uma garrafa de cerveja na perna de uma estudante de Direito de 20 anos, na noite deste domingo (14), enquanto os dois assistiam ao primeiro jogo da final do Campeonato Carioca em um bar em Jardim da Penha, Vitória.

A vítima contou à reportagem que estava no bar, na Rua da Lama, acompanhada de amigos. Quando o Flamengo fez o primeiro gol, uma amiga dela – uma estudante de Engenharia Civil de 22 anos, que é flamenguista – comemorou, abraçando outra amiga.

O agressor, que estava sentado em uma mesa atrás das jovens, teria se sentido ofendido com a comemoração e jogado bebida alcoólica na estudante de Engenharia. A jovem negou a provocação e tentou fazer as pazes com o suspeito, mas ele não quis apertar a mão dela.

“Ele falou que eu estava provocando. Eu nem tinha visto ele. Eu estava em pé comemorando. Aí ele jogou bebida em mim e falou: ‘abaixa agora que eu quero ver o jogo’. Eu falei: ‘está bom’. E comecei a me limpar e não fiz nada. Eu tentei dar a mão para ele, tipo ‘tudo bem, desculpa se eu te incomodei’, mas ele nem deu ideia. Ignorou e ficou olhando para o jogo como se nada tivesse acontecido”, contou a estudante de Engenharia.

No segundo gol do Flamengo, que foi anulado, a estudante de Direito, que torce para o Vasco, se levantou e brincou com a amiga do time rival, fazendo uma gozação com ela. Nesse momento, o agressor – que também é vascaíno – atirou uma garrafa de cerveja de um litro na perna da jovem. Cacos de vidro feriram a perna e também os braços dela.

Após a agressão, o homem permaneceu no local por algum tempo. “Depois, no decorrer do jogo, eu com a perna sangrando, vieram umas 10 pessoas para cima de mim para limpar o sangue, porque estava saindo muito sangue. No meu braço, estava escorrendo sangue, na perna… Quando eu olhei para trás, ele estava sentado, normalmente, vendo o jogo como se nada tivesse acontecido. Depois, quando olhei de novo, ele já tinha saído. Acho que ele pensou assim: ‘eu sei que eu estou errado, então eu vou vazar antes de piorar para o meu lado’. Aí ele saiu e foi embora”, contou a vítima.

O bar estava cheio, mas ninguém deteve o suspeito. A vítima foi socorrida por amigos. Ela registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia Regional de Vitória e informou que iria ao hospital em seguida.

A estudante de Direito contou mais detalhes sobre o momento em que foi agredida com uma garrafa de vidro.

Tribuna Online – Você estava em um bar?

Vítima – A gente estava assistindo ao jogo, aí o Flamengo fez um gol. Minha amiga levantou e foi abraçar, por acaso, uma amiga vascaína, então ele jogou uma bebida nela. A gente não sabe se era cerveja ou outra coisa, mas era uma bebida alcoólica. Aí quando o Flamengo fez outro gol e foi anulado, eu levantei para zoar ela, porque ela é flamenguista. Ele já se levantou pegando o gargalo da garrafa e tacou na minha perna. Cortou meu braço, meu punho, a outra perna, a coxa. Eu fiquei sem entender, porque eu estava zoando minha amiga.

Era uma long neck?

Não, era um litrão. Ele pegou no gargalo e tacou na minha perna. Eu fiquei sem entender. O cara é do mesmo time que eu, eu fui zoar ela e ele jogou na minha perna. E eu fiquei sem entender. Olhei para trás e falei: “você está ficando doido”? Eu estava na primeira mesa em frente o telão e ele, atrás de mim. Na hora que eu virei e falei com ele, ele já se levantou na maior agressividade. Quando eu olhei, tinha umas quatro ou cinco pessoas me segurando. Eu falei: “gente, o que eu vou fazer? Um cara desse tamanho...”.

Depois de jogar a garrafa em você, ele queria lhe agredir de novo?

Aí eu não vi. Eu só sei que umas quatro pessoas me seguraram e eu não consegui vê-lo mais. Eu só fico pensando: por que não afastaram ele, sendo que foi ele que começou a agressão? Fiquei pensando comigo. Eu não fiz nada. Eu sou vascaína, do mesmo time dele.

Ele estava com a camisa do Vasco?

Não. Ele estava com uma camisa branca.

Mas deu para perceber que ele estava torcendo para o Vasco?

Sim. Porque a minha amiga nem olhou para ele, nem provocou nem nada, só abraçou uma menina (e o agressor jgou bebida nela).

Alguém do bar interferiu?

Separaram, mas eu não estava fazendo nada. Umas quatro mulheres chegaram me abraçando, tipo: “vamos sair daqui que é melhor”.

Como você se sente diante dessa agressão?

Me sinto péssima. Não entendi nada que aconteceu. Achei um absurdo e uma coisa super desnecessária. Uma pessoa dessa deveria assistir ao jogo em casa. Porque eu acho que uma pessoa que não sabe se comportar em público, não sabe respeitar ninguém, deveria assistir sozinha. Ela e a televisão, só.

O que você espera que aconteça agora?

Espero que ele seja punido pelo que fez.