Luiz Mantovani


Tomara que Tite aprenda com os erros

Poucos brasileiros esperavam a eliminação precoce da Seleção diante da Bélgica. Aguardava-se um jogo difícil, como foram os outros, mas a maioria contava ainda com a boa vida dos feriados especiais em dias de jogos.

Alguns mitos caíram na Rússia em termos de Seleção Brasileira. Como, por exemplo, a confiança absoluta no técnico Tite. Não que ele deva ser demitido, fez um bom trabalho. Mas sempre se tem algo a aprender nas derrotas. E Tite precisa enxergar isso com clareza. 

Quem está bem no momento é que deve jogar. Porém, o treinador da Seleção não vê assim à risca. Ele tem uns jogadores que considera intocáveis, talvez em nome da preservação de grupo. Ou há outra explicação para justificar a permanência de Gabriel Jesus entre os titulares, contra a Bélgica?

E Douglas Costa na reserva? Fernandinho entre os convocados? O fato dele ter sido campeão inglês não diz muita coisa. Arthur, do Grêmio e agora no Barcelona, joga muito mais. Está certo que ninguém esperava a ausência de Casemiro por cartões amarelos.

Nos primeiros minutos do jogo deu para observar o buraco entre o meio-campo e a defesa brasileira. Por falta de combate de Fernandinho e do inoperante Paulinho. No segundo tempo, o time melhorou, mais na base da vontade, menos na parte técnica ou tática.

Só não chegamos ao empate por falhas nas conclusões. As oportunidades foram muitas. A defesa belga não é grande coisa, mas tem um senhor goleiro. Coutinho, num mau dia, errou passes e chutes que geralmente não erra. Neymar foi razoável, criou jogadas, mas não foram suficientes.

Enfim, futebol é isso. Emoção à flor da pele. Alegria na vitória, tristeza na derrota. Mas logo passa e começa tudo de novo. A Copa demora um pouco, quatro anos. Mas antes vem a Copa América, aqui, no Brasil. Depois a eliminatória... e, quem sabe, com um Tite numa nova versão, menos cabeça dura.