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“Tomara que eu consiga provocar calmaria no mundo”, diz Marcelo Marrom

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“Tomara que eu consiga provocar calmaria no mundo”, diz Marcelo Marrom


Para Marcelo Marrom, calmaria é um “não” às discussões bobas, a uma briga de casal sem motivo ou à correria maluca do dia a dia, onde até o ócio precisa ser criado.

Aos 47 anos, este é o estado de espírito atual do músico, comediante e palestrante. E ele espera que as pessoas se sintam motivadas a ficar dessa forma ao ouvir o seu novo EP, “Calmaria”.

“É um desejo de vida meu. Pode parecer coisa de velho. Acho que, na verdade, é. (Risos) Já estou com quase 50 anos, e essa calmaria é algo que provoco em mim e que também quero provocar nos outros com a minha música. Tomara que eu consiga provocar calmaria no mundo”, afirma, ao AT2.

 Já estou com quase 50 anos,  e essa calmaria é algo que provoco em mim e que também quero provocar nos outros com a minha música”, diz Marcelo. (Foto: Divulgação)
Já estou com quase 50 anos, e essa calmaria é algo que provoco em mim e que também quero provocar nos outros com a minha música”, diz Marcelo. (Foto: Divulgação)

Previsto para ser lançado ainda este mês, o novo projeto tem como carro-chefe a música “Hoje Vai Chover”, gravada com Léo Chaves. A letra traz um clima interiorano.

“Queria alguém que representasse esse meio rural, que não fosse tão urbano. Ele aceitou o convite e gravou lá de Minas a parte dele, e ficou essa obra-prima”, conta.

Além do EP, que trará mais 5 canções, Marcelo planeja o lançamento de um podcast com pegada motivacional. “É o que está na moda. Então, me sinto quase que na obrigação de fazer também”.

O macaense, que deu muitas palestras online durante a pandemia, não vê a hora de encontrar o público presencialmente.

“Estou doido para fazer a molecada rir, cantar minhas músicas e ver a repercussão na hora. A possibilidade do online é maravilhosa, mas é disso que tenho saudade. Mas precisava dessa saudade, estava de saco cheio há um ano. Já, já estarei de volta!”.


“Foi a música que me sustentou”


AT2 Sempre esteve dividido entre o humor e a música?

Marcelo Marrom A música veio bem primeiro, vivia de barzinho. Tinha que fazer 3, 4 horas de show, às vezes, para 4, 5 pessoas.

Depois, comecei a tocar em trio elétrico e ir a eventos na região de Macaé, no Rio. Foi a música que me sustentou até os 30 e poucos anos. Também tinham as composições, que rendiam uma grana.

Entrei na comédia por causa da música. Fui para tocar violão em um número musical do grupo Deznecessários, fui ganhando espaço e virei comediante! E o humor tomou um espaço maior na minha vida do que a própria música. Mas não abri mão da música. Hoje, faço comédia com música. E há de chegar o tempo em que farei música com comédia.

O que essas paixões têm em comum?

Uma completa a outra. É como se fosse um corpo com dois braços: por mais que escreva melhor com o direito, você jamais abriria mão do braço esquerdo, pois ele te dá equilíbrio, é importante.

A comédia me levou a lugares onde sempre quis ir. As duas são extensão de mim, eu não sei diferenciar onde começa uma ou termina a outra.

O que pode virar piada e o que vira música?

Tudo pode virar piada e tudo pode virar música. E tudo pode virar os dois, música com piada e vice-versa. Definir até onde vai uma coisa e começa outra é limitar a mente criativa.

Tenho música gravada pelo padre Fábio de Melo e com KLB, Inimigos do HP. E aí tenho música que não diz nada, que é só de comédia. Meu principal desafio é nunca limitar, nunca entender nem o começo e nem o fim dessas duas coisas. Que elas sejam uma só e, ao mesmo tempo, duas, com infinitas possibilidades.

Para quem estava acostumado com a rotina de shows, a calmaria da quarentena resultou em momentos de inspiração?

Minha inspiração meio que é doutrinada, não é de um momento de calmaria, nem de agitação, é da necessidade. Quando você começa a trabalhar por encomenda, como eu, tem hora que ligam pedindo para fazer uma música com tema tal e tenho que fazer. Aí entra a técnica de criar, mais do que inspiração.

As canções desse EP foram compostas na quarentena?

Elas foram escritas antes, mas, se você observar as letras, todas falam da pandemia. Então, é quase que um trabalho profético, embora eu não tenha pretensão de ser profeta. (Risos)

“Hoje Vai Chover” está longe de ter pegada humorística. Pelo contrário, traz uma melancolia. É uma nova versão sua?

Não quero ficar me tachando, me limitando. Não é uma nova versão minha, é tudo que sou. Todas as coisas compõem esse Marcelo Marrom, que, talvez, as pessoas não conheciam.

A gente fica limitando o cantor a só cantar e não poder atuar e vice-versa. Uma vez, um ex-empresário falou que eu não ia a lugar nenhum porque queria fazer tudo. Na hora, discordei e discordo até hoje. Quero fazer tudo porque a mim foram dados vários dons.

Tem algo que você ainda gostaria de aprender?

Queria saber dançar, danço muito mal. E é estranho para um músico, porque tenho ritmo. Mas não sei fazer dois pra cá, dois pra lá, me embolo. Também queria saber pintar. Se me pedirem para desenhar um poste, vai ficar parecendo uma árvore! (Risos)

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