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Tertúlia dialógica
A TRIBUNA NA ESCOLA

Tertúlia dialógica

Por Pedro Carlos de Oliveira Alves

Todo professor de História já se deparou em algum momento na carreira com a seguinte frase proferida por um aluno, “não gosto de história”. Até então, tudo bem, permanece no âmbito das afinidades e gostos pessoais. Mas ao ser questionado sobre o motivo da afirmação, não rara é a resposta ser: “porque tem que ler”. E aí nasce uma casualidade: alguns alunos não gostam de história porque é preciso ler.

A literatura é indispensável para o fomento da capacidade imaginativa do sujeito. Assim como o estudo da história também requer capacidade imaginativa do aluno, de abstração. Podemos deduzir, então, que a falta de leitura implica em baixo poder imaginativo do aluno, que por sua vez não consegue utilizar sua imaginação de maneira significativa no estudo dos conteúdos históricos.

A partir desse ponto, em busca de uma alternativa para o ensino de história que quebre o problema acima exposto, foi pensada uma prática numa aula. A metodologia escolhida foi a Tertúlia Literária Dialógica, assim definida como: “as pessoas se reúnem para dialogar e compartilhar sobre um livro da literatura clássica universal. A opção é pelos clássicos, porque estas obras abordam as questões mais centrais da vida das pessoas, e por isso permanecem por tanto tempo (...)”. Assim sendo, no decorrer do primeiro trimestre letivo no Centro Educacional Ensino Fundamental e Médio em Tempo Integral Daniel Comboni, localizada no município de Ecoporanga, dentro da disciplina de História, foi desenvolvida uma tertúlia literária dialógica com os alunos de uma turma da 1º série do ensino médio, paralelamente ao conteúdo curricular, que envolveu três momentos: a matéria de Grécia Antiga, o filme Tróia, e o livro Ilíada, de Homero, na versão adaptada para jovens.

A proposta foi a seguinte: Num primeiro momento alguns aspectos da Grécia Antiga foram abordados dentro do recorte proposto. No segundo momento, os alunos assistiram a trechos selecionados do filme Tróia, que retrata o período já estudado. Por fim, no último momento, os alunos leram trechos da versão adaptada da Ilíada. Como culminância da proposta, alunos e professor produziram uma roda de conversa que envolveu os três eixos: o conteúdo científico, a obra literária, e a adaptação cinematográfica. Os alunos conseguiram identificar os pontos falhos do filme, como foi fecunda a discussão sobre a obra literária. E os ajudou a ter uma outra percepção sobre o conteúdo estudado. O resultado foi significativo, haja vista que, os alunos tiveram a ideia de realizar uma nova tertúlia literária dialógica, mas dessa vez com a obra Odisseia, também de Homero.

 (Foto: Foto da turma)
(Foto: Foto da turma)

Pedro Carlos de Oliveira Alves professor de História na CEEFMTI Daniel Comboni


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