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Suspeito de matar família de bolivianos teria se passado por uma das vítimas


 Jesus Reynaldo Condori, Irma Morante Sanizo e o filho deles, Gian Abner Morante. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Jesus Reynaldo Condori, Irma Morante Sanizo e o filho deles, Gian Abner Morante. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O principal suspeito de matar e esquartejar um casal de bolivianos e do filho deles, de 8 anos, em Itaquaquecetuba (Grande SP), teria se passado por uma das vítimas, usando o celular dela para responder mensagens a amigos e familiares. A informação foi confirmada pelo delegado Eliardo Amoroso Jordão, responsável pelas investigações do caso.

Os corpos do casal Jesus Reynaldo Condori, 39 anos, e Irma Morante Sanizo, 38 anos, e do filho deles, Gian Abner Morante, foram encontrados esquartejados em sacos plásticos e em uma caixa, em uma casa em Itaquaquecetuba, por volta das 23h da terça (8).

Gustavo Santos Vargas Arias, 36 anos, cunhado das vítimas, alugou o imóvel onde os corpos foram localizados. A Justiça decretou a prisão temporária dele, que é o principal suspeito pelo crime. A Interpol foi informada sobre o pedido de prisão, da mesma forma que a polícia da Bolívia. O suspeito permanecia foragido até a quinta (10).

Segundo a polícia, Vargas teria usado o celular de Irma, se passando por ela em mensagens a familiares, em que dizia que a família havia se mudado de São Paulo, onde vivia e trabalhava, para Itaquaquecetuba.

O casal estava desaparecido desde 23 de dezembro, e o menino, desde o dia 24. Um boletim de ocorrência havia sido registrado.

"Vamos aguardar a perícia no aparelho para verificar o que foi dito e para quem [pelo acusado]", disse o delegado. Ainda de acordo com a polícia, Vargas entregou o celular de Irma para um amigo no último dia 7. Este homem e outro amigo do suspeito estão presos.

"Minha irmã era feliz aí, tanto que iria comprar casa no Brasil", disse o irmão de Irma, Luis Sanizo. Ele afirma que Vargas tinha histórico de violência. "Ele aparentava ser uma boa pessoa, mas tinha problemas com álcool e era um pouco agressivo. No entanto, jamais pensamos que ele chegaria a fazer o que fez." O casal vivia no Brasil havia 15 anos.