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Sucesso na internet e aprovada aos 23 anos, juíza dá dicas para candidatos

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Sucesso na internet e aprovada aos 23 anos, juíza dá dicas para candidatos


Carolina foi aprovada para o cargo que almejava na magistratura aos 23 anos de idade e destaca que é preciso ter foco e planejar os estudos para conquistar vaga no serviço público (Foto: Acervo pessoal)
Carolina foi aprovada para o cargo que almejava na magistratura aos 23 anos de idade e destaca que é preciso ter foco e planejar os estudos para conquistar vaga no serviço público (Foto: Acervo pessoal)
Em 2009, os 23 anos de idade, a servidora Carolina Malta já havia alcançado um dos cargos mais almejados pelos candidatos ao serviço público na área do Direito: a magistratura.

Aprovada em ao menos cinco concursos concorridos da área jurídica, ela também ficou conhecida nas redes sociais por um perfil no Twitter onde relaciona, com humor, animais de estimação a situações da legislação brasileira, atraindo interações até de personalidades, como o padre Fábio de Melo.

“Quem me conhece na vida pessoal percebe que há uma sintonia do meu Twitter com o meu jeito de ser, pois eu tento levar a vida desta forma”, contou Carolina em entrevista para A Tribuna. Hoje juíza da 36ª Vara Federal de Pernambuco, ela falou sobre a exigente rotina de estudos e deu dicas para os candidatos às seleções.

A Tribuna — Como surgiu o interesse pelo serviço público e pela magistratura?
Carolina Malta — O interesse pela magistratura surgiu ainda durante o curso de Direito, aproximadamente na metade, e acredito que isso contribuiu para acelerar o alcance dos objetivos, pois, ainda na faculdade, já comecei a estudar muito e a direcionar o estudo e os estágios para esta finalidade.

Havia feito estágio em escritório de advocacia e procurei um estágio no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, onde pude treinar a elaboração das decisões, sob a supervisão dos assessores e do próprio desembargador federal.

Como foi a preparação para o concurso?
Estudar é uma habilidade que qualquer interessado nos concursos pode desenvolver, e o fundamental é a consciência de que não se trata de uma atividade fácil e passiva.

Não adianta comprar inúmeros livros e ler passivamente, de forma desconcentrada. O estudo só acontece efetivamente se a pessoa aprendeu o que estudou e, neste sentido, eu sempre colocava em prova o que eu tinha estudado, simulando o início, meio e fim de explicações da matéria para mim mesma, tentando exaurir o máximo de tópicos possíveis que pudesse estar contido em cada ponto.

Qual foi o diferencial dos seus estudos para ser aprovada?
Para mim, foi muito importante ter o programa do edital como base, definindo um prazo de início e término do estudo de cada matéria, tudo com objetividade. Eu só passava para o ponto seguinte se tivesse condições de explicar detalhadamente para alguém o tópico anterior, e não me permitia passar mais do que dois ou três dias em cada ponto de cada disciplina.

Claramente, assim, eu só lia a matéria por um ou no máximo dois livros da minha preferência. A pessoa pode adaptar estes prazos para as suas condições pessoais, mas sempre considerei o diferencial ter objetividade, focar em aprender cada tópico (e não ler passivamente) e ter prazos de início e término.

Foi aprovada em outros concursos?
O interesse pela magistratura federal surgiu a partir da admiração por alguns professores que tive e pelo apreço pela matéria federal. Também me atraía a estrutura diferenciada da Justiça Federal e as condições gerais de trabalho.

Fiz alguns concursos e cheguei a ser aprovada para técnica judiciária do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, analista judiciário do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, analista do Tribunal de Justiça de Pernambuco e procuradora federal da Advocacia-Geral da União, além do concurso final, de juíza federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Só cheguei a exercer anteriormente o cargo de procuradora federal da AGU por um ano e, em seguida, tomei posse como juíza federal.

O que um candidato que quer ser aprovado em uma seleção concorrida precisa fazer?

O fundamental é ter um objetivo, especificamente um cargo para focar. Não acho muito inteligente atirar para todos os lados. Concursos de editais mais amplos, como procurador da República e juiz federal, no entanto, já preparam os candidatos para outros concursos com editais mais específicos na mesma área federal.

Lembro que, quando estava fazendo para juíza federal, passei nas primeiras fases de vários outros concursos com as mesmas matérias (procurador da Fazenda Nacional e advogado da União), mas não segui fazendo as provas, pois já havia sido aprovada no cargo que queria.

Misturar cargos federais e estaduais também pode atrapalhar um pouco o candidato, pois há um enfoque diferente nas matérias. De todo modo, o principal é estudar muito, estudar até aprender, sem atalhos e sem desculpas, definindo um momento para iniciar e terminar tópicos. Outra dica importante é começar pelas matérias nas quais o candidato tem menos segurança, deixando as que já sabe para o final da programação.

Como surgiu a ideia do perfil no Twitter, usando o humor como ferramenta?

O perfil no Twitter é totalmente pessoal, não tem vinculação com a minha atividade como juíza e teve início por acaso, sem qualquer pretensão de alcançar este número de seguidores.

A ideia era meramente tratar de assuntos do cotidiano, da prática forense e da minha área de atuação (Direito Penal), de forma bem-humorada, além de interagir com muitos colegas da mesma área.

Não há qualquer interesse ali, principalmente não há qualquer intenção de ensinar qualquer matéria do Direito por meio de memes. É só uma forma que encontrei para mostrar exemplos do dia a dia e também mostrar que a atividade de tipificar condutas em Direito Penal (enquadrar os fatos em uma determinada norma) pode ser exercitada com exemplos do nosso cotidiano e por meio dos animais.

Fica engraçado, pois os animais estão, de fato, realizando as condutas previstas e, ao mesmo tempo, eu me afasto de qualquer abordagem real de casos concretos que eu julgo, além de evitar discussões em temas polêmicos, comportamentos que devem ser evitados por magistrados nas redes sociais, na minha opinião.

Esperava essa repercussão, inclusive com personalidades conhecidas?
Acabei fazendo vários amigos no Twitter e tive a alegria de receber muitos seguidores famosos, a exemplo do padre Fábio de Melo, por quem tenho imensa admiração e que também faz uso das redes sociais de forma semelhante, promovendo leveza, sem perder a seriedade no que importa.

 17, 2019 


 


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