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Síndrome do ombro congelado
Doutor João Responde

Síndrome do ombro congelado

Esperando que o tempo lhe devolva a atividade, um braço repousando na tipoia nos ensina a vital importância de cada pedacinho do corpo. Se, durante a noite, fazemos um movimento descuidado dentro do sono, despertamos a dor do membro que dorme.

Conhecida como síndrome do ombro congelado, a capsulite adesiva é uma doença causada por processo inflamatório da articulação, com enrijecimento e dificuldade para movimentar o ombro. Ela costuma provocar dor severa, podendo irradiar para o pescoço.

Embora seja uma enfermidade comum, o diagnóstico costuma ser tardio.

Além da avaliação física, radiografias, ultrassonografia e ressonância magnética são realizadas para excluir outras causas da dor. Portadores de diabetes mellitus são os mais afetados com essa patologia.

A relação entre o ombro congelado e o diabetes ainda não é precisa, mas acredita-se que esteja associado ao excesso de glicose acumulada nos ombros, fazendo com que as fibras de colágeno se colem, restringindo o movimento.

Os mecanismos fisiopatológicos que levam à formação da capsulite adesiva são desconhecidos, mas alguns fatores de risco já estão estabelecidos.

Entre esses fatores estão idade acima de 50 anos, trauma na região do ombro, imobilização prolongada do braço, cirurgias, hipotireoidismo ou hipertireoidismo, patologias autoimunes, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral (AVC), enfermidades cardiovasculares, etc.

Síndrome do ombro congelado é uma doença autolimitada, ou seja, mesmo sem nenhuma interferência, a maioria dos pacientes evoluirá para cura.

Entretanto, em algumas pessoas, a enfermidade provocará limitações nos movimentos e dor intensa, durante anos.

Tarefas básicas do cotidiano, como dirigir, vestir-se e tomar banho, por exemplo, tornam-se torturantes.

Durante a primeira fase da enfermidade, a dor no ombro aumenta com o movimento e piora à noite, principalmente ao deitar-se sobre o lado afetado.

Nesse período, o paciente não busca tratamento, pois acredita que o quadro vai ceder com o decorrer do tempo.

Depois de algum tempo, a dor começa diminuir, mas a amplitude do movimento do ombro é limitada. Devido ao desuso, os músculos ao redor podem sofrer atrofia.

Finalmente, com a recuperação, o paciente começa a apresentar melhora, com restauração gradual do movimento. Mesmo assim, alguns vão precisar de auxílio cirúrgico.

Síndrome do ombro congelado é uma patologia incômoda e potencialmente debilitante, podendo perdurar por até um ano, antes de o ombro retomar a sua condição normal.

Ao envelhecer, os ossos, ligamentos e músculos tendem a sofrer desgaste.

Idosos devem ser mais cuidadosos com atividades físicas, como elevação e alongamento dos músculos do ombro.

Quem vive de forma sedentária, ou passa muito tempo sem movimentar o ombro, fica suscetível a desenvolver capsulite.

Pacientes com doenças crônicas que afetam a mobilidade são os mais propensos a desenvolverem a síndrome do ombro congelado.

Mulheres em menopausa podem desenvolver o problema. Uma vez que os níveis de estrogênio caem durante este período, aspectos metabólicos se alteram e as vias hormonais, responsáveis pelo crescimento e recuperação dos músculos, podem ficar comprometidas.

Lesões no ombro costumam trancar os movimentos, levando à diminuição da massa muscular, resultando em síndrome do ombro congelado.

Cirurgias no ombro podem acarretar crescimento excessivo de tecido cicatricial, impedindo o movimento muscular, acarretando capsulite adesiva.

Paciente significa ente passivo. Atividade é sinônimo de vida. Tempo é o melhor remédio, mas não deve ser usado em excesso.

Segure uma abelha carinhosamente, e verá que até a bondade pode gerar limitações.

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