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Show inédito de Adriana Calcanhotto

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Show inédito de Adriana Calcanhotto


"A mulher do pau brasil é a mulher brasileira de qualquer cor, de qualquer gênero, que batalha e precisa batalhar. Somos todas nós” (Foto: Catharina Henriques/Divulgação)
"A mulher do pau brasil é a mulher brasileira de qualquer cor, de qualquer gênero, que batalha e precisa batalhar. Somos todas nós” (Foto: Catharina Henriques/Divulgação)


O que vem de fora é deglutido, absorvido. Em seu lugar, surge algo genuinamente nacional, totalmente verde e amarelo. Inspirada nessa ideia, vinda do movimento Modernista, Adriana Calcanhotto diz: “Eu sou a Mulher do Pau Brasil”.

Assim mesmo, sem hífen, como escrevia Oswald de Andrade. A gaúcha de 53 anos revela-se mais brasileira do que nunca no show “A Mulher do Pau Brasil”, domingo em Vila Velha, que inclui sucessos como “Esquadros”, inéditas como a canção que dá nome à turnê e ainda obras de outros artistas como “Eu sou Terrível” (de Erasmo e Roberto Carlos) e “As Caravanas” (de Chico Buarque).

“Quanto mais tempo eu passo fora, mais eu me sinto brasileira. Em relação ao cancioneiro brasileiro, nós somos muito folgados, mal-acostumados. Não nascem gerações de gênios como acontece aqui. Ouvimos alta poesia na rádio popular”, destaca ela, com o olhar de quem ficou dois anos em Portugal a convite da Universidade de Coimbra.

Saiu de lá com o título de Embaixadora da instituição. “As pessoas brincavam como deveriam me chamar, se era embaixadora, professora, comendadora... E eu falava: 'Eu sou a Mulher do Pau Brasil'. A Mulher do Pau Brasil é a mulher brasileira de qualquer cor, de qualquer gênero, que batalha e precisa batalhar. Somos todas nós”, salienta ela.

Serviço:
“A Mulher do Pau Brasil”
O quê: Show de Adriana Calcanhotto (RS)
Quando: Próximo domingo, 20h. Abertura dos portões às 19h
Onde: Área de Eventos do Shopping Vila Velha (Av. Luciano das Neves, 2418, Divino Espírito Santo, Vila Velha)
Ingressos (1º lote/inteira): Cadeira Bronze a R$ 100, Cadeira Prata a R$ 140 e Cadeira Ouro a R$ 200.
Vendas: Metal Nobre (Grande Vitória e Linhares), Soft Modas (Guarapari), bilheteria da Área de Eventos e tudus.com.br.
Clas.: 16 anos (menores somente acompanhados dos pais ou responsável)
Inf.: 3533-2221
Apoio: Rede Tribuna

O vermelho, a cor do pau-brasil, está no cenário, na iluminação e no figurino do espetáculo (Foto: Catharina Henriques/Divulgação)
O vermelho, a cor do pau-brasil, está no cenário, na iluminação e no figurino do espetáculo (Foto: Catharina Henriques/Divulgação)

“Espero que seja sempre mágica”, Adriana Calcanhotto - cantora e compositora

AT2: São quatro anos desde o último show por aqui. Como será esse reencontro com o público capixaba?
Adriana Calcanhoto: Está sendo uma alegria enorme poder rodar o Brasil com este show, neste momento. Reencontrar o público em cidades que eu não ia há bastante tempo. Vitória tem sempre uma plateia muito querida, animada e sensível. Não vejo a hora de reencontrar.

AT2: Há quatro anos, me disse que cada show é uma noite mágica. Ainda é dessa forma?
Adriana Calcanhoto: Sim, ainda é. E espero que seja sempre mágica.

AT2: Fez um show chamado “A Mulher do Pau Brasil” em 1987. O que mudou de lá para cá?
Adriana Calcanhoto: Parti do show de 1987, mas não é o mesmo o show, ele é outro, só que parte das mesmas proposições. Entre um e outro, tiveram muitas idas e vindas deste olhar pelo filtro antropófago, o filtro da Tropicália e da Poesia Pau Brasil. Eu estava tratando das mesmas coisas nesse período.

É uma característica da minha geração ser influenciada por muitos movimentos. O Modernismo é algo muito profundo na nossa identidade artística. Ouço muito comentários de que tudo no Brasil é moderno. É a minha matéria-prima, uma das principais. É isso que estudo até hoje.

AT2: Viveu a experiência de muitos brasileiros de ver o Brasil de fora. Como vê o Brasil hoje?
Adriana Calcanhoto: Este é um excelente momento para viajar o Brasil e levar esses compositores tão importantes. A obra deles faz um sentido nesse momento tão delicado e difícil, no sentido de reforçar as coisas que estão acontecendo, tragédias anunciadas, coisas que se repetem e que não se aprendem com a história.

AT2: A trovadora foi até Coimbra e virou professora. Como foi essa experiência?
Adriana Calcanhoto: A estada em Portugal ajudou muito a pensar a minha música e a pensar o Brasil também. A Universidade me pediu para que eu iniciasse as aulas a partir de canções que eu tinha escrito, entre sucessos, inéditas e outras que não ficaram conhecidas. Foi um período bem fértil. Fui pensando muito sobre o Brasil e sobre a minha própria música.

AT2: Como foi a escolha do repertório do show?
Adriana Calcanhoto: As canções da primeira montagem da “Mulher do Pau Brasil” seguiram me acompanhando por toda a minha trajetória, como “Eu Sou Terrível”, “Geleia Geral”, enfim, várias delas foram se diluindo, aparecendo em shows e discos que fiz. Depois da estreia em Portugal, fomos desenvolvendo, e o roteiro teve algumas modificações.

Tem as músicas inéditas, como “A Mulher do Pau Brasil”, composta nesse período em Coimbra, Canto “Outra Vez”, da Isolda, que fez sucesso na voz de Roberto Carlos, e “As Caravanas”, do Chico Buarque.

AT2: Como é o processo de composição? Perde o sono por uma palavra, por exemplo?
Adriana Calcanhoto: Cada canção tem a sua história. Não costumo insistir quando a palavra não vem, por exemplo. Deixo um tempo, tento passar para outra coisa e depois volto para ela ou não.

Um dos cursos que dei em Coimbra era sobre o processo de composição. Tivemos alunos de diversas áreas, de Letras a Engenharia. Foi muito proveitoso e interessante observar pessoas compondo, pessoas que, em tese, não têm a composição como meio de vida.

AT2: Como se apropria das canções?
Adriana Calcanhoto: Isso vem da antropofagia. Quando ouço uma canção e sinto necessidade de cantá-la, eu só sei fazer isso me apropriando mesmo.


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