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Sete em cada 10 que vão comprar carro zero não conseguem fechar negócio
Economia ES
Rafael Guzzo

Rafael Guzzo


Sete em cada 10 que vão comprar carro zero não conseguem fechar negócio

 (Foto: )
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De cada 10 pessoas que vão a uma concessionária comprar um carro zero quilômetro, sete não conseguem fechar negócio por ter financiamento negado pelos bancos. Este é um dos motivos para o mercado de veículos novos no Espírito Santo ter despencado, perdendo dois terços de suas vendas desde 2015.

A luz no fim do túnel, porém, parece ter chegado. As instituições financeiras estão começando a liberar o dinheiro com mais facilidade, o que leva à recuperação do setor. Nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas cresceram de 10% a 11% em relação ao período em 2018, conforme dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo (Sincodives).

Os automóveis e comerciais leves têm reagido graças a essa melhora na oferta de crédito, mas o destaque no setor está mesmo entre os caminhões e as motocicletas. A razão para a melhora está em diferentes fatores.

Conseguir liberação de financiamento para a compra de uma moto é muito mais simples do que para um carro, cujo preço é mais alto. Quem é solteiro ou não tem filhos acaba seduzido, ainda, pela maior mobilidade urbana, tendo em vista o trânsito cada vez mais pesado no Estado, até mesmo fora da região metropolitana.

Retrato disso é que, em maio, foram vendidas 98 motos no Espírito Santo a cada dia útil, ou seja, 2.162 ao todo no período. Foi o melhor resultado para o mês desde 2014, antes do início da crise. Para se ter uma ideia, na época o Brasil vivia o pleno emprego e alto nível de consumo, realidade bem diferente da atual, em que mais de 12% da população está desocupada.

Já no ramo de caminhões, a greve dos caminhoneiros, em 2018, criou entre algumas empresas uma nova prioridade: ter a própria frota. Não depender de autônomos ou de transportadoras, tendo em vista a chamada tabela do frete, criada para aplacar a fúria dos caminhoneiros, e poder gerir melhor sua logística.

Mas, nessa área, o mercado despencou desde 2015, pois não havia o que se transportar. O governo federal incentivou a venda de veículos pesados em anos anteriores e, com a crise iniciada no governo Dilma Rousseff, a quantidade de cargas desabou no Brasil.

Neste ano, as vendas já cresceram 21%. Parece muito, mas foram 280 veículos vendidos em maio. Em 2014, antes da crise, foram 501 no mesmo mês.

Reformas e empregos

O diretor-executivo do Sincodives, José Francisco da Costa, afirma que não falta caminhão no mercado, embora tal fenômeno tenha ocorrido logo após a greve. A situação surpreendeu as concessionárias, que se ajustaram depois.

Ele comemorou a melhora no mercado de veículos no Estado, mas com cautela. Disse que, por enquanto, o setor não pensa em ampliar quadro de pessoal.

“Vivemos a recuperação do mercado, mas, para ela ser vigorosa e sustentável, o Brasil precisa aprovar as reformas. Quando isso acontecer, teremos uma confiança a mais entre os consumidores, o que vai fazer o consumo de bens duráveis voltar”, disse.

Costa se refere às mudanças nas regras de aposentadoria, que o mercado julga como necessárias para ajustar as contas públicas, e à melhoria do sistema tributário, um dos grandes entraves do País.

Crédito escasso

Lê-se e ouve-se muito por aí que existe no Brasil problemas com a oferta de crédito. Isso quer dizer que nem sempre se consegue dinheiro emprestado para comprar e investir, o que acaba prejudicando a economia e influenciando no desemprego.

O índice de 70% de reprovação no financiamento de veículos é uma demonstração do problema. Mas ele vai além da frustração de quem entra numa revenda crente de que sairá de lá dirigindo um novo possante, mas fica de mãos abanando.

Uma mudança nesse quadro depende, entre outros fatores, de maior concorrência entre as instituições bancárias e de redução da inadimplência. O problema é que o número de brasileiros que não pagam suas contas bate recorde em cima de recorde. Chegou a 63,2 milhões em maio.

Especialistas afirmam que já passou da hora de haver uma mobilização para solucionar o problema e ajudar a população a sair do vermelho.
 


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