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Saúde e disposição aos 100 anos

Especial Saúde

Saúde e disposição aos 100 anos


Luciene Costa, de 51 anos, faz exame de tomossíntese mamária. Trata-se de um novo método  já disponível no Estado para rastrear o câncer de mama (Foto: kadidja fernandes/at)
Luciene Costa, de 51 anos, faz exame de tomossíntese mamária. Trata-se de um novo método já disponível no Estado para rastrear o câncer de mama (Foto: kadidja fernandes/at)
O ano é 2050. Somos 67 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, rumo aos 100 com saúde e disposição. As previsões da medicina são animadoras, já que a tecnologia para curar doenças avança a passos largos e a prevenção, principalmente às doenças crônico-degenerativas, se tornou uma prioridade.

Hoje, o mundo pode ser dividido em três categorias: as nações que já envelheceram, aquelas que estão envelhecendo rapidamente – como é o caso do Brasil – e as que ainda são relativamente jovens, mas logo envelhecerão.

Gerontólogo e presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, Alexandre Kalache acredita que estamos vivendo mais por causa das intervenções humanas: programas de vacinação, principalmente na primeira infância; novos medicamentos, como os antibióticos; e tecnologias que permitem o diagnóstico precoce de doenças.

Para Kalache, é preciso acumular quatro capitais para envelhecer bem: o de saúde, o de conhecimento, o social e o financeiro. “Mas isso não basta. É preciso, também, ter propósito, saber qual legado vamos deixar, que diferença vamos fazer. Nunca é tarde demais para isso. Assim se constrói resiliência para uma vida muito longeva”.

Pediatra e neurologista infantil do Instituto NeuroSaber de Londrina, no Paraná, Clay Brites contou que estudos genéticos serão feitos nos casais para prever combinações de risco possíveis para ter um filho com problemas neurológicos, por exemplo.

“Viver em pleno conhecimento acerca de sua genética e minimizar os riscos do ambiente que façam reduzir sua longevidade são formas de chegar aos 100 anos com saúde e disposição”.

A prevenção é a palavra de ordem para quem quer figurar entre os centenários daqui a alguns anos. Hoje já existem exames de alta complexidade que detectam doenças em estágio embrionário, o que permite tratamento preciso e maior possibilidade de cura.

A estudante de Psicologia Luciene Costa, de 51 anos, mantém os exames em dia, tanto os de rotina quanto os mais complexos, como a tomossíntese mamária. Trata-se de um novo método já disponível no Estado para rastrear o câncer de mama.

“Gosto de descobrir novos alimentos e me informo sobre saúde. Pratico atividade física quase todos os dias, me alimento de forma saudável e não tomo remédios. Quero chegar aos 100 anos bem, sem nenhuma doença”.

Comida pode ser vilã da longevidade

A saúde plena passa pela prática de exercícios físicos, alimentação saudável e o controle do estresse. Biólogo e cientista com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais, Tiago Rocha explicou que a comida pode se tornar a vilã da longevidade.

Priorize alimentos naturais (Foto: getty)
Priorize alimentos naturais (Foto: getty)

“Hoje, 70% dos problemas como câncer e diabetes estão ligados à alimentação, e são essas as doenças que mais matam no mundo. A longevidade está ligada à comida, mas estamos comendo muito errado”, destacou o especialista.

Tiago lembrou que nunca se falou tanto em saúde, mas em nenhum outro momento as pessoas adoeceram tanto como nos dias atuais. “Aumentamos a expectativa de vida, mas a qualidade ainda não”, ponderou. O especialista lembrou que alguns alimentos, como açúcar, sal e óleo de soja, precisam ser substituídos.

“Açúcar refinado pode ser substituído pelo demerara, sal branco pelo do Himalaia e óleo de cozinha pelo de coco. Essa substituição vai te ajudar a viver de forma justa e digna. Senão fizer isso, não chega nem aos 70 anos”, frisou.

Tiago Rocha frisou que não é só comer bem, mas evitar exageros. “Mastigue devagar, evite doces, coma pouco e não tome líquidos durante a refeição. Caminhe ao ar livre, tome sol, respire ar puro e beba muita água”, ensinou o cientista.

SAIBA MAIS

Ciências médicas

  • Há mil anos, o desconhecimento de hábitos alimentares encurtava a vida dos nossos antepassados.
  • Até o primeiro ano de vida, uma entre quatro crianças morria de infecções variadas.
  • O progresso no campo sanitário, os padrões nutritivos das pessoas e o desenvolvimento da medicina em todos os campos estão mudando o quadro da saúde substancialmente.
  • Nos últimos 100 anos, é difícil apontar um marco mais significativo para a humanidade na área das ciências médicas.
  • Mas, pode-se dizer que ela tem três fases decisivas: a invenção da penicilina, das vacinas e a previsão das doenças através do DNA.
  • Paralelo ao desenvolvimento de novas tecnologias, o avanço das técnicas de diagnóstico é bastante expressivo. Médicos estão conseguindo detectar as mais variadas doenças em pessoas adultas e aparentemente sadias, e tratá-las ainda no estágio inicial, com grandes chances de cura.
  • Hoje, fazer um exame para descobrir um problema antes que ele apareça não é desperdício de tempo, de tecnologia e nem de dinheiro, mas uma questão de vida ou morte.
  • A tendência atual é recorrer sempre a medicina preventiva, não só quanto aos recursos terapêuticos, médicos ou cirúrgicos, mas também aos recursos econômicos, sociais e culturais.
  • A descoberta precoce de uma doença é cada vez mais valorizada na medicina moderna, não por razões puramente médicas, mas também econômicas. A prevenção ainda é o melhor remédio.

Fonte: eHealth Latin America

O QUE ELES DIZEM

Alexandre Kalache, gerontólogo (Foto: )
Alexandre Kalache, gerontólogo (Foto: )
"É preciso, também, ter propósito, saber qual legado vamos deixar, que diferença vamos fazer”
Alexandre Kalache, gerontólogo

Tiago Rocha, biólogo e cientista (Foto: )
Tiago Rocha, biólogo e cientista (Foto: )
"A longevidade está ligada à comida, mas estamos comendo muito errado”
Tiago Rocha, biólogo e cientista

Clay Brites, pediatra e neurologista (Foto: )
Clay Brites, pediatra e neurologista (Foto: )

"É preciso conhecer a sua genética e reduzir os riscos que ameaçam
a sua longevidade”
Clay Brites, pediatra e neurologista


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