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Saída de ministro “roda presa” é questão de tempo
Cláudio Humberto
Cláudio Humberto

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Saída de ministro “roda presa” é questão de tempo

Considerado o ministro de pior desempenho, Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) não escapará nas próximas demissões. É ruim de serviço, tipo “roda presa”, ainda que tenha sido indicado por grandes quadros do atual governo como os ministros Tarcísio Gomes Freitas (Infraestrutura) e Wagner Rosário (CGU). O Planalto evita fazer “marolas”, por isso Canuto ainda não foi demitido. “Nada acontece no ministério, ele parece desconfortável no governo”, diz um ministro.

Gustavo Canuto pode ser o próximo ministro demitido por Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Gustavo Canuto pode ser o próximo ministro demitido por Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Só falta a data

Permanecendo imóvel, como quem não quer ser notado para ficar no cargo, Gustavo Canuto deve ser demitido no primeiro rearranjo político.

De olho no futuro

Cansado da monotonia, o secretario-executivo Antonio Carlos Futuro viu que ali não poderia honrar o próprio sobrenome, segundo amigos, e vazou.

Acabou o tédio

Futuro aceitou convite do ministro Jorge Oliveira e hoje é secretário-executivo (ou “vice-ministro”) da Secretaria-Geral da Presidência.

Comportamento estranho

Estranhamente, o ministro Gustavo Canuto tem ótimo currículo. É inclusive especialista em políticas públicas e gestão governamental.

Bolsonaro prestigia Heleno como fez a Moro

O presidente Jair Bolsonaro tem um jeito próprio de prestigiar ministros e assessores em dificuldades por razões que considera injustas. Após as críticas do filho Carlos ao general Augusto Heleno, ele prestigiou o ministro do GSI levando-o ao Mineirão para o jogo Brasil x Argentina.

Bolsonaro agiu assim com outro ministro em dificuldades, Sérgio Moro (Justiça), com quem foi ao Estádio Mané Garrincha para o jogo CSA x Flamengo. Em ambos os casos, com direito a muitos aplausos.

Só um crítico

Filho do Presidente, Carlos voltou a gerar crise no governo insinuando em rede social não confiar no ministro que é ídolo do seu pai.

Respeito de sobra

Dono de raro currículo de general de Exército tríplice coroado, Heleno é um dos chefes militares mais respeitados da História recente do País.

Paranoia tem limite

Carlos, que o pai chama de “Zero Um”, embora não seja o filho mais velho, costuma “causar” exercitando idiossincrasias nas redes sociais.

A vida como ela é

O líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), diz que a reforma da Previdência só será aprovada excluindo Estados e Municípios. Nesse caso, prevê até 340 votos favoráveis. São necessários 308.

Sem a menor condição

Arthur Lira explicou a dificuldade dos partidos, sobretudo do Centrão: dos 40 deputados do PP, até 38 devem votar a favor da reforma, mas, se forem incluídos Estados e Municípios, ele diz que perde 14 votos.

Roubaram demais

Até o jornal português Público noticiou que o ex-ministro Antonio Palocci contou em reunião secreta da CPI do BNDES que o governo Lula elevou a linha de crédito da Odebrecht de
R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão. Tudo mediante repasse de R$ 60 milhões ao PT, claro.

Xinga juiz, protege ladrão

O deputado que chamou Sérgio Moro de “ladrão” é o mesmo que tenta desqualificar as revelações ricas em detalhes, do ex-ministro Antonio Palocci, sobre o assalto ao País de Lula et caterva, seus amigos.

Amigos há 46 anos

O general Luiz Eduardo Ramos toma posse nesta quinta-feira (4) como ministro da Secretaria de Governo da Presidência. O presidente Bolsonaro celebrou. Disse que terá “amigo (que conhece) há 46 anos” na equipe.

Ele é do ramo

Deputados e senadores elogiam a permanência do coronel Augusto César Vareda na chefia de gabinete da Secretaria de Governo, a ser chefiada pelo general Luiz Eduardo Ramos. O coronel é jeitoso.

Blitz de desgaste

Mesmo após as sete horas de Sérgio Moro na reunião de comissões da Câmara, na quarta, a oposição tentou emplacar mais uma ida do ministro à Casa para explicar as supostas mensagens vazadas. Não deu certo.

Perguntas repetidas e agressões

Presidente da CCJ, Felipe Francischini não quis pautar outro convite a Sérgio Moro. E explicou: “Mesmas perguntas repetidas, um monte de agressão ao ministro, deputados se agredindo dos dois lados”.

Pensando bem...

...as revelações de Palocci à CPI do BNDES sobre a roubalheira na era PT explicam o esforço de petistas em manter o depoimento secreto.

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