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Rio Doce é o mais monitorado do País
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Rio Doce é o mais monitorado do País


Análise da qualidade da água feita em Estação de Tratamento de Água (Foto: Gustavo Baxter/Nitro Imagens)
Análise da qualidade da água feita em Estação de Tratamento de Água (Foto: Gustavo Baxter/Nitro Imagens)

Mais de três milhões de moradores em 228 municípios entre Minas Gerais e Espírito Santo são beneficiados pela bacia do Rio Doce. A qualidade da água sempre foi motivo de preocupação na região que sofre, há décadas, com o desmatamento da mata ciliar, esgoto e erosão. Em novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), atingiu parte da bacia, impactando 39 municípios. No Estado, as cidades banhadas pelo rio Doce e que foram atingidas são Colatina, Baixo Guandu, Marilândia e Linhares.

Após o desastre, a frequência de coletas e análises da bacia hidrográfica foi intensificada. Até então ele era monitorado no trecho de Minas Gerais, desde 1997, pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), desde 2004, pelo Instituto Estadual de Meio ambiente (IEMA) e, posteriormente, pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh).

Quando a Fundação Renova foi criada, para reparar e compensar os danos provocados pelo rompimento, foi implantado o Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático da Água e Sedimentos, com 92 pontos, desde Mariana (MG) até a foz do rio Doce, em Linhares (ES), além dos estuários e litoral da costa capixaba. Do total, 56 estão espalhados na bacia do rio Doce e 36 abrangem a zona costeira. Entre esses pontos, há 22 estações automáticas para gerar dados em tempo real, a cada hora.

Hoje, a bacia do rio Doce é a mais monitorada do Brasil. São cerca de 3 milhões de dados gerados pelo programa por ano. "Já temos mais de dois anos monitorados e os resultados demonstram que a maior parte dos parâmetros avaliados no rio Doce apresentam condições similares ao que era antes do rompimento da barragem. Os dados deste programa de monitoramento são compartilhados, analisados e validados pelos órgãos ambientais, como a Agência Nacional de Águas (ANA), Ibama, ICMBio, Igam, Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA) e a Agência Estadual de Recursos Hídricos do Espírito Santo (Agerh)”, comenta Brígida Maioli, especialista de programas socioambientais da Renova.

Monitoramento da qualidade da água do Rio Doce na região de Colatina (Foto: Nitro Imagens)
Monitoramento da qualidade da água do Rio Doce na região de Colatina (Foto: Nitro Imagens)

Em todos os pontos são analisados 80 parâmetros – como turbidez, vazão, presença de metais, contaminações por bactérias e pesticidas – que revelam a trajetória de recuperação da bacia do rio Doce e, portanto, indicam que a água do rio pode ser consumida após passar por tratamento nos sistemas de abastecimento dos municípios. A qualidade da água também é analisada antes e depois de passar pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs). A verificação, de responsabilidade das concessionárias locais, acontece em mais de 300 pontos espalhados em 30 municípios antes de a água ser distribuída para a população.

Educação ambiental

Atualmente, a equipe do programa de monitoramento da bacia do Rio Doce está percorrendo as comunidades impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão para apresentar como funciona a análise da qualidade das águas do rio e do mar.

“Nosso objetivo é apresentar o programa e explicar como são realizados os monitoramentos, desde as coletas até as análises, além de trazer um pouco dos resultados mais recentes de cada região. Essa troca com as comunidades é importante para entendermos melhor as necessidades e aprimorar nossa forma de interpretar e apresentar os resultados”, explica o analista socioambiental da Fundação, Henrique Filgueiras.

As reuniões tiveram início em maio e o programa já esteve com moradores de Colatina, Baixo Guandu, Povoação e Regência, em Linhares, Barra Nova Norte, Barra Nova Sul e Nativo, em São Mateus. Foram realizados também encontros em Aimorés e Resplendor (MG).

“Além destas reuniões, temos desenvolvido algumas ações em escolas, com crianças e adolescentes em comunidades ao longo do trecho de atuação do programa. Estas ações têm o mesmo objetivo das reuniões, porém apresentando de forma mais lúdica e didática como é feito o monitoramento e a importância deste trabalho. Nos últimos meses percorremos as cidades mineiras de Santana do Paraíso, Galileia, Tumiritinga, Pingo d’Água, Córrego Novo, Sobrália, Fernandes Tourinho, além de Barra do Riacho, no Espírito Santo”, completa o analista.

De olho na segurança hídrica

A segurança hídrica nos municípios afetados foi outra prioridade de ação. Foram executadas melhorias em Estações de Tratamento de Água (ETAs) e profissionais foram treinados para trabalhar com os novos equipamentos. Como toda água bruta captada, a do rio Doce pode ser bebida com segurança desde que seja tratada. Isso significa que ela é própria ao consumo humano após passar pelo tratamento convencional nas ETAs, antes de chegar às torneiras do consumidor.

Estação de Tratamento de Água construída em Regência, Linhares (Foto: Nitro Imagens)
Estação de Tratamento de Água construída em Regência, Linhares (Foto: Nitro Imagens)

Outra frente de trabalho opera para reduzir o risco de desabastecimento em 24 municípios capixabas e mineiros que captavam água do rio Doce. Trata-se da captação alternativa de água, que reduz o risco de desabastecimento na medida em que busca outras fontes do recurso hídrico, complementando a oferta do rio Doce. Nos municípios com até 100 mil habitantes, 30% da água enviada para tratamento deverá ter origem independente do rio Doce; para cidades maiores, a meta será 50%; e, em Governador Valadares, o índice deve chegar a 67%.

Esse trabalho envolveu a identificação de mananciais aptos para a captação alternativa, englobando a construção de adutoras em afluentes e o diagnóstico das ETAs espalhados pelos municípios. Com isso, 13 delas foram reformadas – garantindo a qualidade da água distribuída – sendo três em Colatina. Entre as intervenções realizadas estão reparos e melhorias na captação, no decantador, nos filtros e no laboratório.

“Após esse trabalho para melhorar as condições dos sistemas de abastecimento dos municípios, depois de prontos, por um ano a Fundação Renova tem que garantir que estejam funcionando e produzindo água potável de acordo com a legislação. Neste um ano de garantia da funcionalidade do sistema, estão incluídos três meses de operação assistida”, acrescenta a especialista do programa de melhoria dos sistemas de abastecimento de água da Fundação Renova, Maria de Lourdes Santos.

No Espírito Santo, além de Colatina, os outros três municípios da bacia do rio Doce impactados pela lama – Baixo Guandu, Marilândia e Linhares – vêm recebendo iniciativas relacionadas à segurança hídrica e à qualidade da água.


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