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Recuperação 'rápida' de lateral gera polêmica antes de Fla e Corinthians


Fagner, durante a Copa do Mundo: jogador foi desconvocado por lesão para jogar pelo Brasil, mas está liberado para jogar pelo Corinthians nesta quarta (Foto: Lucas Figueiredo / CBF)
Fagner, durante a Copa do Mundo: jogador foi desconvocado por lesão para jogar pelo Brasil, mas está liberado para jogar pelo Corinthians nesta quarta (Foto: Lucas Figueiredo / CBF)

O consultor médico corintiano, Joaquim Grava, falou sobre a recuperação mais rápida que o previsto do lateral Fagner, o que deve colocar o jogador em campo para enfrentar o Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil, quarta-feira (12), no Maracanã. Grava explicou o procedimento e atribuiu o retorno às condições particulares do jogador. Ele, porém, se contradisse a respeito de prazos.

No dia 31 de agosto, quando identificou a lesão muscular de Fagner, Grava informou um tempo de recuperação "entre três e quatro semanas". Em entrevista à ESPN Brasil nesta terça, disse que o prazo era "de duas a três semanas". O período que havia sido informado à CBF, porém, era entre 21 e 28 dias. A entidade também recebeu à época os exames de imagem que constatavam a contratura.

"Ele sofreu uma contratura muscular que chamamos de grau 1, antes da convocação. Fizemos os exames, ressonância, pedimos um laudo à CBF. Ele sofreu o procedimento que o departamento médico do Corinthians usa usualmente nessas lesões. Havíamos dado um prazo de duas a três semanas, mas ele teve uma evolução surpreendente e no domingo começou com uma movimentação dentro de um protocolo. Reagiu muito bem, ontem [segunda] treinou e hoje fará treino mais específico para ver como se sente para ver se tem condições a jogar ou não", disse Grava à ESPN.

"Foi passado um prazo de duas a três semanas, tenho certeza. Contratura de grau 1, o protocolo é de duas a três semanas. A lesão muscular depende da evolução, da técnica que se utiliza e com quem você trata. Há atletas que você dá cinco semanas, e outros que ficam duas semanas. Em lesão muscular, não é uma coisa exata", repetiu o médico do clube.

Grava, independente dos prazos, reclamou sobre a repercussão do caso. "Me surpreende essa polêmica, porque tenho 40 anos de futebol e ninguém ia fazer isso. Hoje em dia tem vários exames, tem como se comprovar, e o Fagner ficou três jogos sem jogar. Fui médico da seleção, tratei jogadores que sofreram contratura e não foram para o primeiro jogo e jogaram por seus clubes no segundo. [...] Não iríamos deixar ele fora da seleção para daqui 12 dias jogar com o Flamengo."

Em nova entrevista, agora à Fox Sports, Grava rejeitou a hipótese de o Flamengo fazer uma reclamação formal sobre a situação. "Não tem que denunciar nada, tudo está dentro do protocolo. Se ele vai jogar, não é definido ainda, ele se recuperou em um tempo menor do que esperado. Ele teve uma evolução que poderia ou demorar ou diminuir um pouquinho com o tratamento. Uma polêmica desnecessária. O departamento médico jamais ia inventar uma contusão, uma lesão, já que a seleção recebe todos os exames do atleta que está sendo", comentou.

O médico ainda negou que Fagner possa ser colocado em risco ao ir a campo na quarta. "Se ele for jogar, o que não está certo ainda, em relação ao músculo lesado ele estará 100%. Quanto à condição física, provavelmente não vai estar, porque ele está 12 dias sem treinar. Se o músculo tiver 90% que você não detecta, ele pode entrar, jogar 5 minutos e sair."